Ricardo Coelho. Foto: divulgação

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Integrar clientes e fornecedores, por meio do software Chainti, é a aposta da porto-alegrense Proelo para alavancar o crescimento, projetado em 200% nos próximos 12 meses, e chegar a 147 mil clientes até 2014.

O número de faturamento, a empresa não divulga, mas se atingir a meta de clientes até o ano da Copa no Brasil e se cada um deles fizer a assinatura básica da solução (R$ 30), a companhia terá ganho R$ 2,94 milhões só com este software.

“Quando o Chainti for uma solução concretizada, deve responder por 60% do nosso faturamento”, conclui diz Ricardo Coelho, sócio da Porelo e idealizador do projeto.

Definido como uma espécie de rede social para integração entre quem compra e quem vende, o Chainit pode atender, segundo cálculos de Coelho, a 10% do universo de pequenas e médias empresas do Brasil em dois anos.

O share é ambicioso: segundo o Sebrae-SP, dos 5,1 milhões de empresas no Brasil, 98% está nessa categoria.

A CADEIA
A solução foi lançada na BITS 2012, braço da CeBIT realizada em maio passado em Porto Alegre. Desde então, já são 90 cadastrados na “rede social”.

Na prática, o Chainit é disponibilizado em nuvem e permite armazenar dados de compradores e fornecedores.
Informações como nível crítico de estoque, pontos de reposição e tempo de fornecimento, além de uma ferramenta de gestão para a cadeia de suprimentos fazem parte do sistema.

Também é possível avaliar fornecedores, dando notas a cada um.

“É uma forma de conhecer fornecedores novos, receber orçamentos de partes diferentes e criar novas conexões de negócios que podem ser muito vantajosas para as empresas”, diz Coelho, que é idealizador do projeto.

SaaS
Oferecido no modelo de aluguel de software, o serviço mira, além das PMEs, também no mercado eletroeletrônico e automotivo.

“Temos um preço agressivo, entre R$ 30 e R$ 200 por mês”, diz o empreendedor.

A PROELO
Empresa em operação há dois anos, a Proelo tem por carro-chefe o Profit, um sistema de gestão da linha de produção, que integra dados de máquinas e etapas produtivas.

De acordo com Coelho, a ideia é integrar as duas ferramentas, oferecendo uma solução de gestão da produção completa aos empresários.

“O Profit é integrado ao Chainit e atualiza as informações de um sistema para o outro, facilitando na hora de repor estoques”, explica.

Hoje, a Proelo tem cinco colaboradores e é uma empresa encubada na Raiar , da Pontifícia Universidade Católica gaúcha.

Além de Coelho, que antes de fundar a Proelo trabalhou na Elipse Software por quatro anos, nas áreas de suporte e análise de produto, participa do empreendimento Daniel da Silveira, engenheiro de Controle e Automação.

Entre os clientes da empresa, incubada da Raiar, estão a Fiação São Bento S.A. e a Magnum Tratamentos de Superfície.

Além do Profit e do Chainit, a empresa também trabalha com o Proenergy, uma ferramenta de software e hardware que atua no controle de demanda de energia.