Brasil interessado nos balões do Google. Foto: flickr.com/photos/apoyopublicacion.

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O governo brasileiro está interessado na tecnologia do projeto Loon, do Google, que oferece acesso à internet por meio de balões que se deslocam na estratosfera.

O primeiro contato será feito nesta quarta-feira, 09, em reunião do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, com Mohammad Gawdat, vice-presidente de inovação empresarial do Google X, divisão que desenvolveu, além do Loon, os óculos inteligentes Glass.

Segundo destaca matéria da Folha, o objetivo é discutir a adoção da tecnologia, para a cobertura de áreas remotas com acesso à web - como zonas rurais e locais atingidos por desastres naturais, como a Amazônia.

Pela tecnologia do Google, que já foi testada em junho, na Nova Zelândia, os balões ficam a 20 quilômetros de altura e fornecem acesso Wi-Fi com qualidade semelhante ao sinal 3G.

Para Mike Cassidy, líder do projeto Loon, o Brasil é um dos países mais ativos na internet, mas que ainda precisa resolver problemas de acesso em áreas remotas, onde ainda é muito baixo.

"O território é enorme, há montanhas e florestas tropicais, então é difícil espalhar torres de celular pelo país. Há um grande potencial para a implementação do Loon", afirmou.

Segundo Cassidy ainda não há previsões de lançamentos de balões na América do Sul, mas os testes na Nova Zelândia prosseguirão, com balões que poderão cobrir Austrália, Argentina e Chile, podendo chegar ao Brasil em algum momento.

"Nós queremos começar a falar agora com as pessoas nesses países para ver quais são suas impressões e seus objetivos", ressaltou o cientista, que não deu detalhes sobre o investimento do Google no projeto ou de como ele vai se reverter em renda para a gigante das buscas.

Para o profissional do Google, o plano de investir em comunicação em regiões remotas é uma maneira de melhorar a qualidade de vida. A declaração é um comentário sobre a crítica realizada pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, que disparou em agosto que o Loon não vai curar a fome e doenças em regiões de extrema pobreza.

"Não é esse o ponto. É óbvio que as doenças são coisas muito, muito críticas que precisam ser resolvidas. Mas isso significa que você não vai fazer mais nada além de trabalhar nas doenças? Não faz sentido", afirmou.