Oscar Siqueira, country manager da SolidWorks,

A SolidWorks mantém um negócio saudável no Brasil, com cerca de 500 novos clientes anuais respondendo por 62% da receita gerada no país em 2012.

As vendas de novas licenças de software totalizam 65% do faturamento, com suporte e manutenção respondendo pelo resto.

“São indicadores que nos posicionam como líderes de mercado. Em média, outras empresas de CAD obtém apenas 50% de receita com novas licenças, às vezes 40%”, aponta Oscar Siqueira, country manager da SolidWorks no Brasil.

A SolidWorks teve receita de US$ 527 milhões em 2012, cerca de 20% do total da Dassault Systemes, multinacional francesa que detém a marca.

A companhia não revela números por país, mas estimando uma participação de 5% do Brasil, chegamos a algo em torno de US$ 26,5 milhões. A base de clientes no país chega a 5,5 mil.

Em nível mundial, dois terços dos novos clientes que entram na carteira da SolidWorks estão fazendo upgrades de softwares de design 2D para 3D e o restante migram outras soluções 3D.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 08, durante a apresentação do SolidWorks 2014 em São Paulo.

Apesar de ser claramente a líder de mercado em CAD 3D para empresas de manufatura, parece que empresa buscou enfatizar a fortaleza da sua posição.

Nos últimos anos, a companhia tem sido atacada sistemáticamente por concorrentes como a Siemens PLM, que buscam explorar a incerteza em torno de uma possível migração do kernel do SolidWorks do Parasolid, que é licenciado da Siemens, para o CGM, controlado pela Dassault.

No entanto, a SolidWorks prepara o lançamento para janeiro de 2014 do Mechanical Conceptual, um software de design para fases iniciais de projeto que será baseado sim no CGM, mas deve ser desenvolvido em paralelo com o atual SolidWorks com kernel Parasolid.

A novidade já está em produção em 15 clientes dos Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido. “O mercado vai se surpreender com a fluidez da integração com o SolidWorks”, afirma Bertrand Sicot, CEO da SolidWorks, destacando que o lançamento é o primeiro de uma série de sofwares.

Diversificação é uma das chaves da estratégia da SolidWorks que hoje já obtém em torno de 20% da sua receita em amplicações de simulação, gestão de documentos, design de sistemas elétricos.

Algumas partes da estratégia de diversificação, no entanto, não foram tão bem sucedidas. Em 2012, a empresa mostrou um protótipo chamado de Live Buildings, destinado ao mercado de arquitetura e construção, feudo da concorrente Autodesk.

O desenvolvimento da novidade era comandado por Gian Paolo Bassi, fundador da Riwebb, uma consultoria focada em PLM que tinha entre seus clientes a Autodesk e foi comprada pela SolidWorks.

“Deixamos essa inciativa de lado por um tempo. Não é possível fazer tudo junto”, aponta Sicot, destacando que um dos principais entraves é a constituição de um canal de venda novo, uma vez que a SolidWorks trabalha com vendas 100% indiretas e os parceiros atuais focam o mercado de manufatura.

Maurício Renner viajou a São Paulo à convite da SolidWorks.