Unisinos oferece formação em área promissora. Foto: Unisinos.

A área de Tecnologia da Informação vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Atualmente, o setor emprega 1,3 milhão de profissionais no país, mas esse número deve aumentar ainda mais. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de  Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a previsão é de que, até 2016, haja 30% de crescimento no segmento. 

No entanto, faltam trabalhadores qualificados para preencher essas vagas. De acordo com a consultoria IDC Brasil, em 2015, 117 mil postos ficarão vagos.

Para quem pensa em investir na área, é preciso se manter atualizado com as tendências. Sandro Rigo, coordenador do curso de Ciências da Computação da Unisinos, observa que possuir afinidade com a matemática também pode auxiliar na profissão. 

Entretanto, não são somente as exatas que merecem atenção. “São fundamentais habilidades de relacionamento interpessoal, capacidade de atuação em equipe e colaboração, bem como habilidade de resolução de problemas”, afirma Rigo.

A coordenadora do curso de Gestão da Tecnologia da Informação da Unisinos, Patrícia Noll de Mattos destaca ainda o papel fundamental de dominar uma língua estrangeira, principalmente o inglês, para trabalhar na área. “O profissional da área  de TI de hoje em dia precisa de fluência na língua inglesa, pois, frequentemente, é necessário manter contato com equipes ou parceiros fora do país”, lembra. 

A professora também aponta que o profissional de TI deve ser multidisciplinar. “Ele deve ter a capacidade de adaptação, buscar sempre o autodesenvolvimento e saber trabalhar em equipe”, explica.

Onde estão as vagas

Quem trabalha com TI pode atuar em diversos setores, desde o técnico até o de gestão. Dentre as possíveis áreas de atuação, as que apresentam maior carência são analistas e programadores de linguagens Net e Java, especialistas em File Net e consultores SAP. 

Também são bastante requisitados administradores de banco de dados, arquitetos de software, especialistas em infraestrutura e segurança da informação e analista de requisitos. De acordo com a Brasscom, as áreas que mais movimentam dinheiro são as de TI in-house, hardware e serviços, seguido por software, BPO e exportações.

“Este contexto de mercado aquecido na área de TI ocorre, principalmente, devido à importância estratégica que os sistemas de informação desempenham em qualquer tipo de organização”, enfatiza o professor Rigo. “A tendência é de manutenção deste contexto, devido à ampla utilização de TI nas diversas áreas da economia, indústria, governo, educação”, completa.

Segundo a Brasscom, até 2020 o segmento precisará de 750 mil novos trabalhadores para atingir a meta de aumento na participação no PIB de 4,5% para 6,5%. Atualmente, o mercado brasileiro de TI é o 7o maior do mundo.

Bons salários

Além do grande número de vagas em aberto, os salários oferecidos a profissionais de TI também chamam atenção. Em média, o rendimento pode variar entre R$ 3 mil e R$ 20 mil. 

Segundo dados da Brasscom, o cargo de Gerente de Projetos é o mais bem pago no momento da admissão, alcançando a faixa de R$ 5.493,75.

A grande oferta de vagas e a quantidade insuficiente de profissionais faz com que os salários sejam considerados acima da média. No Brasil, o pagamento do profissional de TI é ainda maior do que em outros países. 

Segundo um estudo realizado pela empresa de recrutamento executivo, Michael Page, a remuneração dos brasileiros é a melhor da América Latina.

Formação é o caminho

“Um profissional com formação consistente é bastante requisitado no mercado de trabalho e tende a estar empregado muitas vezes já nos primeiros anos de formação”, comenta Patrícia. A professora explica que, para quem busca um conhecimento mais aprofundado na área, é recomendado realizar uma graduação, além de alguma pós-graduação e de cursos sobre as tecnologias atuais.

Rigo observa que o aumento de vagas no ensino nessa área e do número de cursos técnicos preparatórios são alguns exemplos que indicam a atenção das instituições de ensino para essa tendência. Ele também acredita que a realização de cursos adicionais, além da graduação e da extensão, devem ser considerados por quem pretende se aperfeiçoar continuamente.