Mercado de postos é fragmentado no Brasil. Foto: Pixalab.

A Linx, líder em software para o varejo, adquiriu a Intercamp, companhia de Campinas de softwares destinados à gestão e automação de postos de combustível e lojas de conveniência, por até R$ 42 milhões.

O valor será dividido entre R$ 28 milhões à vista, mais R$ 14 milhões atrelados ao cumprimento de metas financeiras e operacionais para os anos de 2017 a 2018. 

Dona do sistema de gestão Postofácil, a Intercamp teve faturamento bruto de R$ 16 milhões nos últimos 12 meses, tem 100 funcionários e o que a Linx define em nota como um “sólido programa de canais”.

Postos de gasolina tem um lugar especial na estratégia de aquisições da Linx, que já comprou 21 empresas desde 2008. Essa é a terceira compra nesse segmento.

A primeira foi a Seller, por por R$ 10,1 milhões em 2013. Era uma empresa menor, com faturamento de R$ 9,9 milhões em 2012.

Em 2014 foi a vez da Rezende Sistemas, uma companhia sediada em Uberlândia, Minas Gerais, com 4,5 mil clientes e faturamento de R$ 18 milhões em 2013. O valor ficou em R$ 49,9 milhões.

“O segmento de lojas de conveniência e postos de combustíveis segue em crescimento e tem ajudado a Linx a manter sua performance, mesmo num cenário desafiador”, afirma Alberto Menache, diretor-presidente da Linx. 

A Linx está capitalizada e deve seguir comprando. Em setembro, a a empresa fez uma emissão adicional de ações que incrementou seu capital social em R$ 118,560 milhões.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ao final de 2011, havia 39.027 postos de combustíveis operando no Brasil.

É um mercado com potencial, porque ainda é bastante fragmentado. As quatro maiores redes (BR, Ipiranga, Raízen e ALE) ficam um pouco abaixo de 50% do mercado.  Postos com bandeira branca (ou seja, que não adotam marca), chegam a 39%.

Além disso, os postos estão deixando de ser a máquina de imprimir dinheiro, o que pode levar os donos a investirem mais em tecnologia para cortar custos. 

As vendas de combustíveis no mercado brasileiro registraram queda de 1,9% em 2015, somando 141,811 bilhões de litros. A expectativa para este ano é uma nova queda.

RESULTADOS

Junto com a aquisição, a Linx divulgou seus resultados no trimestre.

A empresa encerrou o terceiro trimestre de 2016 com receita operacional bruta de R$141,1 milhões, um incremento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

A receita operacional líquida foi de R$123,4 milhões no trimestre, representando crescimento de 8,7% em comparação aos R$113,5 milhões do 3T15.