Marcio Aguiar. Foto: divulgação.

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A Nvidia, multinacional fabricante de placas de vídeo, quer aumentar a sua presença no segmento de alta capacidade de computação (HPC) em data centers e clientes corporativos, baseada em soluções de hiperescala.

Baseada em uma estratégia global - e disponível no Brasil - a fabricante quer levar sua linha de processadores de hiperescala Tesla para mais clientes grandes, provendo capacidade de aceleração de grandes cargas de trabalho.

Para a fabricante, o plano da companhia com os novos produtos é incrementar ainda mais a participação da multinacional no segmento corporativo, que atualmente representa 20% de sua receita global, que foi de US$ 4,13 bilhões em 2014.

Segundo explica Marcio Aguiar, gerente de vendas Enterprise da Nvidia, a linha de aceleradores de hiperescala é composta por dois processadores. Um deles permite que pesquisadores inovem e desenvolvam com maior rapidez novas redes neurais profundas para cada um do crescente número de aplicativos que desejam potencializar com inteligência artificial (IA).

O outro é um acelerador de baixo consumo projetado para implementar essas redes em todo o data center. A linha também conta com um pacote de bibliotecas aceleradas por GPU.

"Juntos, eles permitem que desenvolvedores utilizem a plataforma de computação acelerada Tesla para promover o aprendizado por máquina em data centers de hiperescala e criar aplicativos incríveis com base em inteligência artificial", explica o executivo.

Para Aguiar, o crescimento de aplicações em cloud e fluxo de dados tem o potencial de acelerar a adesão a plataformas de HPC. Até o momento, boa parte destes sistemas ainda estão dentro de universidades, em ambientes de pesquisa, e a Nvidia tem chips em cerca de 50% destes sistemas em todo o mundo.

No Brasil, cerca de 193 pesquisadores e 28 universidades usam tecnologias da Nvidia para HPC, baseadas na plataforma proprietária Cuda, desenvolvida pela fabricante para ambientes de alto processamento gráfico.

De acordo com o executivo da Nvidia Brasil, o plano é popularizar o uso destas tecnologias e produtos junto às grandes empresas, apesar de ser restrita a poucos setores devido ao seu alto custo.

"Setores como finanças, energia, óleo e gás, estão aos poucos percebendo os benefícios que esta tecnologia pode trazer, tanto para pesquisa quanto para uso efetivo em suas operações. Mesmo assim, no Brasil já temos clientes como Petrobrás, Embraer e Bovespa", finaliza Aguiar.

A confiança da Nvidia no HPC para o segmento corporativo também é compartilhada por outros fabricantes. No mês passado, a Dell anunciou uma nova linha de produtos para computação de alto desempenho em empresas de manufatura, apostando em arquiteturas e uso simplificados.

Para a IDC, o futuro do uso de HPC é promissor. Para a consultoria, o crescimento da big data e o uso de HPC estão em rota de colisão, o que deverá aumetar consideravelmente o mercado atual, avaliado em US$ 10 bilhões, nos próximos anos.