Roberto Wagmaister, CEO do grupo Assa.

O grupo Assa anunciou que pretende captar US$ 10 milhões por intermédio da emissão de eurobonos.

O Deutsche Bank será a instituição custodiante dos títulos de dívida em nível europeu, com vencimento em 2015 e juros de 9,5%, informa o site TI Inside.

Os recursos serão utilizados pela empresa para reforçar seu plano de crescimento global. No médio prazo, o dinheiro será empregado no sentido de triplicar os serviços prestados aos clientes, além da abertura de operações na Colômbia e a expansão das operações no Brasil e Estados Unidos.

“Essa transação confirma a capacidade da nossa companhia acessar os mercados de capitais internacionais”, disse o fundador e CEO do grupo Assa, Roberto Wagmaister.

Essa é a segunda vez que a multinacional argentina usa o recurso, equivalente ao debênture brasileiro, para financiar sua expansão.

A primeira foi em novembro 2010, quando foram captados US$ 7,5 milhões a uma taxa de 10.33%. Em abril do mesmo ano já haviam sido captado um aporte de capital de US$ 20 milhões.

No Brasil, país que responde por 45% do faturamento total da empresa, o plano é investir US$ 50 milhões nos próximos quatro anos para criação de novos escritórios e centros de atendimentos.

O grupo Assa inaugurou no fim de 2012 centros de atendimentos em São Paulo e Curitiba. O faturamento da empresa fica na casa dos US$ 100 milhões.

De acordo com o TI Inside, em 2013, o grupo Assa deve buscar aquisições no Brasil, de olho em companhias que possam acrescentar ao menos US$ 40 milhões na receita.

O plano de fazer aquisições no Brasil já está no planejamento da companhia desde 2011, e segundo a própria gestão da Assa admite, não está sendo fácil.

Em março de 2011, em entrevista ao Baguete Diário, Federico Tagliani, presidente do grupo ASSA no Brasil, afirmou que já haviam sido feitas três tentativas, todas sem sucesso.

As candidatas tinham o perfil, mas as contingências relacionadas ao perfil de contratações -  PJs, cooperativados e CLT Flex – impediram as compras, por medo do eventual passivo trabalhista.