Impressão 3D está começando a engrenar. Foto: Pixabay.

A IST Sistemas, especializada em software para a área de manufatura e uma das maiores parceiras da SolidWorks no Brasil, acaba de abrir um laboratório de impressoras 3D na sua sede em Americana, no interior de São Paulo.

O espaço deve funcionar como um showroom para os equipamentos da 3D Systems, incluindo a Cube Pro, que usa material plástico; a ProJet MJP 3600, que é uma impressora ideal para moldes resistentes e flexíveis com um ótimo acabamento, e a ProJet CJP 660Pro, capaz de imprimir peças em gesso colorido.

A empresa não abriu o investimento no local. A ideia é que seja possível demonstrar soluções para grande parte dos problemas de projetistas, arquitetos, engenheiros, estudantes, médicos e de qualquer outra pessoa ou profissional que deseja ter seu objeto em 3D.

A IST começou a trabalhar com impressoras da 3D Systems no final de 2015. A empresa está em fase de testes com compradores do setor automobilístico, um dos grandes demandantes de impressão 3D.

Com vendas de US$ 666 milhões em 2015, a 3D Systems é um dos grandes players mundiais de impressão 3D junto com a Stratasys, que tem mais ou menos o mesmo tamanho.

Empresas como a IST, com uma presença forte na manufatura, tem feito movimentações para incluir impressão 3D como uma parte da sua oferta. A SKA, empresa gaúcha que é outra das grandes parceiras da SolidWorks no país, vende máquinas da Stratasys.

O Gartner previu no ano passado que a venda de impressoras 3D cresceria num ritmo de 100% anual a partir de 2016 até 2019, chegando no final do período com vendas de 5,6 milhões de unidades.

Um outro estudo da Wohler's aponta que impressão 3D deve capturar 5% da capacidade da manufatura mundial, algo como US$ 640 milhões.

O problema é que as projeções estão demorando a virar realidade, pela dificuldade de emplacar impressão 3D em ambientes de produção em grandes volumes, tornando a tecnologia tão comum como as tradicionais máquinas CNC.