Ricardo Sondermann. Foto: Fernando Conrado.

O Brasil ocupa a 100ª posição entre os 177 países avaliados para apuração do Índice de Liberdade Econômica, divulgado nesta terça-feira, 09, durante o 26º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre.

Cingapura, com 88 pontos, Hong Kong, com 89.3, e Austrália, com 82.6, ocupam o topo do ranking, que relaciona a conexão entre a prosperidade e a liberdade econômica por meio da comparação de dados relativos a gastos públicos, livre comércio e estado de direito.

Os Estados Unidos ficaram em 7º lugar, com 76 pontos.

“O trabalho desse ano destaca que os países com altos níveis de liberdade econômica obtêm desempenho superior aos outros em áreas como saúde, crescimento econômico, educação e redução da pobreza”, afirma Ricardo Sondermann, presidente do Instituto Liberdade (IL), que conduziu a pesquisa em parceria com o Instituto de Estudos Empresariais (IEE).

Sondermann destaca a relevância do levantamento estudo na promoção da competitividade dos países para o mundo.

“O Brasil classificou-se na categoria ‘maioria não-livre’, com 57,7 pontos, ocupando o 100º lugar. O país perdeu uma posição comparado ao ano passado”, ressalta ele.

Entre os 29 países das Américas Central e do Sul, o Brasil ocupa a 19ª posição, à frente da Argentina e da Venezuela.

Entre os quesitos pesquisados, o Brasil se destacou na liberdade financeira, ficando na 40ª posição.

A mensuração se baseia no escore agregado em que cada um dos 177 países do índice é classificado como “livre”, com escores combinados de 80 pontos ou mais; “maioria livre”, atingindo de 70 a 79,9 pontos; “moderadamente livre”, países que ficam entre 60 e 69,9 pontos; “maioria não-livre”, com escore de 50 a 59,9 ou “reprimido”, abaixo de 50 pontos.