Dilma vinha surfando na onda da Copa. Foto: Presidência.

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O Palácio do Planalto estuda maneiras de evitar que a catástrofe da seleção contamine as expectativas dos brasileiros sobre outros temas e cause dificuldades para a presidente Dilma Rousseff na campanha para a reeleição em outubro.

Segundo revela a Folha de São Paulo, integrantes do governo reunidos em Brasília chegaram a usar a expressão "descolar da Copa" em discussões sobre a derrota histórica por 7x1 para a Alemanha no Mineirão nesta terça-feira, 08, o pior resultado da seleção nacional na história.

Ainda de acordo com a Folha, a avaliação é que uma derrota para Alemanha podia ser assimilada como natural, uma vez que o Brasil estava sem seu principal jogador, mas a elasticidade do placar demandará uma atuação especial por parte do governo.

O plano será reforçar a segurança para evitar que algum problema de última hora contribua para deixar uma imagem de fracasso também fora do campo, área na qual o governo pretende defender o nível de organização do evento.

O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que o governo federal está reforçando a segurança em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

Até o momento, Dilma vinha tirando proveito da onda de otimismo espalhada no país pela Copa do Mundo, chegando a chamar os críticos - do evento e da seleção - de “urubus” e “pessimistas". 

A presidente chegou a postar uma foto no Twitter fazendo um T com seus braços, remetendo a uma brincadeira interna do lesionado Neymar e seus amigos, o chamado “é tóis”.

Logo após o jogo, Dilma postou quatro tweets sobre o resultado, finalizando com "Não vamos nos deixar alquebrar. Brasil, 'levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima'".

Mais problemas relacionados à Copa aguardam Dilma nos próximos dias. A presidente já havia anunciado na segunda-feira, 07 a intenção de entregar a taça ao campeão do torneio no próximo domingo.

É possível que o vencedor seja a Argentina, o que promete fotos constrangedoras para a presidente. Outra possibilidade, ainda mais aterradora, é que os hermanos sejam derrotados pela Holanda e enfrentem o Brasil pelo terceiro lugar.

Com o técnico Felipe Scolari virtualmente demitido e os fracos nervos dos jogadores brasileiros ainda mais em frangalhos, a perspectiva de um enfrentamento em Brasília com os motivados hermanos [cuja torcida fez da obsessão com derrotar o Brasil sua canção tema da Copa] não é nada encorajadora.