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PTC vende SLM na Cielo

09/09/2014 20:13

Contrato é uma grande tacada para a PTC no país.

PTC fechou contrato com a Cielo. Foto: LDprod/Shutterstock

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A PTC fechou um contrato para implementação do software de gerenciamento de ciclo de serviços (SLM na sigla em inglês) Servigistics na Cielo, maior empresa brasileira de captação e processamento de pagamento com cartões.

O negócio foi revelado durante o PTC Day, evento nacional da empresa que acontece em São Paulo nesta terça-feira, 09.

Não foram revelados valores do projeto, que deve durar por dois anos. Nos bastidores, circula a informação que o contrato sozinho bateu as metas da PTC no Brasil para o ano.

“É um projeto com um grande nível de complexidade, similar as maiores implementações de SLM já conduzidas pela empresa”, afirma Lee Smith, VP de SLM da PTC.

O software Servigistics, adquirido pela PTC por US$ 220 milhões em 2012, permite às companhias fazerem uma gestão melhor do sua operação de serviços.

No caso da Cielo, é fácil pensar nas possibilidades para melhoria no atendimento dos clientes em assuntos de assistência técnica, por exemplo.

A Cielo tem 1,8 milhão de maquininhas de cartão espalhadas em 1,4 milhão de pontos pelo Brasil, o que dá à empresa uma cobertura de 99% do território nacional, segundo informa o seu relatório para investidores.

O funcionamento das máquinas é fundamental para a geração de caixa da companhia, que movimentou  R$ 448,8 bilhões no ano passado, alta de 17,1%, gerando um lucro de R$ 2,7 bilhões, alta de 14,9%.

Aumentar o aproveitamento das máquinas pode significar uma nova fonte de resultados, uma vez que a expansão da base tem diminuído de ritmo: no último trimestre foram agregados 1,7% a mais de pontos, número que aumenta para 9% se comparado ao segundo trimestre do ano passado.

Além disso, a Cielo já não mantém mais um duopólio do mercado com a Rede, o que deve contribuir para apertar margens de lucro e aumentar a exigência por mais eficiência na operação. 

No primeiro trimestre, a empresa tinha 55,2% de participação, seguida de perto pela Rede, com 37,7%, o Santander, que gastou R$ 1 bilhão para adquirir a processadora gaúcha GetNet, com 5,7% e a Vero, serviço de processamento do Banrisul, com 1,4%.

De acordo com Smith, a Cielo levou em conta o aspecto “sistêmico” da abordagem de SLM da PTC na hora de escolher o produto, além de ter em mente os avanços recentes da empresa em áreas como a Internet das Coisas, com a aquisição da plataforma de desenvolvimento de apps para IoT ThingWorx por US$ 112 milhões no final do ano passado.

A PTC está embalada no Brasil nos últimos tempos, tendo conseguido fechar contratos de porte que representam saltos de qualidade na operação numa tacada só.

Em 2012, a empresa venceu os arquirrivais da Dassault Systemes e Siemens em um projeto de implementação de software de gerenciamento de ciclo de vida do produto (PLM, na sigla em inglês) na Embraer de 10 anos avaliado em US$ 50 milhões.

PLM é um conceito que remete a uma gerência completa do desenvolvimento dos produtos, incluindo os arquivos de CAD e dados correlatos, os fluxos de trabalho, os softwares que cada vez mais são embarcados nos produtos e também os serviços. (A Embraer já era cliente da Servigistics antes mesmo da empresa ser comprada pela PTC).

A PTC, que ao fechar o contrato com a Embraer tinha oito colaboradores no Brasil, hoje tem mais de 50, com 20 deles alocados exclusivamente na fabricante de aviões. A empresa também contratou um CTO, André Tognelli, profissional com mais de 10 anos de experiência na PwC.

O contrato da Cielo pode significar um salto similar.

* Maurício Renner participou do PTC Day em São Paulo a convite da PTC.

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