Cláudio Oliveira, gerente de tecnologia da informação da NISSIN. Foto: Divulgação.

Que os dados são como o petróleo da velha economia, todos nós já sabemos. Atualmente, são eles que orientam a tomada de decisão no mundo dos negócios.

Com o objetivo de organizar este cenário e proteger a privacidade da população brasileira, foi sancionada, em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Inspirada na legislação europeia, - GDPR (General Data Protection Regulation) - a regulamentação local tem como objetivo aumentar o controle do fluxo de informações pessoais nas organizações e fiscalizar a forma como elas são utilizadas.

Assim que anunciada, a LGPD chamou a atenção do mercado, que agora tem prazo para se adequar: agosto de 2020. O processo não é simples e as multas por não atendimento à regulamentação são milionárias. Por outro lado, a implementação da nova lei pode gerar grandes frutos para as organizações e a sociedade como um todo, mas acredito que algumas empresas ainda não enxergam este cenário desta forma. Pensando nisso, listei 5 motivos que comprovam como a adequação à lei pode ser benéfica para o seu negócio:

 

1. Organização e otimização

Em um primeiro momento, pré-vigência da Lei, é preciso entender tudo o que está armazenado, a importância desses dados e de que forma isso é feito. O que realmente é necessário? Onde essas informações devem estar? Quem utiliza esses dados? Todas essas perguntas, e muitas outras, farão com que o time de TI entenda o atual cenário de gestão de dados da empresa e trace um plano de ação. A consequência é evidente: otimização de rede, liberação de espaço na nuvem ou no data center, identificação e organização dos dados rastreados.

 

2. Conscientização é a palavra

Após a análise de todos os dados, é o momento de conscientizar seus funcionários e capacitá-los. É essencial que todos entendam a responsabilidade de gerir dados pessoais, o que é a LGPD e como ela impactará o cotidiano deles, como profissionais e cidadãos. A mudança impactará a maneira como algumas atividades são realizadas e ensiná-los a trabalhar com esse insumo é primordial para o cumprimento da legislação e da estratégia do time de TI.

 

3. Construção de relações mais transparentes

Um dos principais objetivos da Lei é possibilitar maior transparência aos consumidores sobre a utilização de suas informações pessoais. Hoje, com a hiperconectividade, o fluxo de dados é cada vez maior e, muitas vezes, o seu destino ou uso é desconhecido. A LGPD é, portanto, uma oportunidade para as empresas se aproximarem de seus stakeholders e mostrarem seu comprometimento e responsabilidade com os insumos que lhes são confiados.

 

4. Valorização da segurança cibernética

Será natural que a infraestrutura de TI seja cada vez mais segura, já que os fluxos de trabalho exigirão maior cuidado na gestão de dados. Desta forma, as empresas começarão a criar políticas internas de segurança que contribuirão para redução dos riscos de uso inadequado de informações pessoais, bem como de invasões, violações ou vazamentos de dados.

 

5. Um passo à transformação digital

Todas as mudanças para a adequação das empresas à Lei implicarão em investimentos também em tecnologia. Assim, esse pode ser o momento ideal para começar, ou avançar, a transformação digital em sua organização, adotando ferramentas que permitam não só a segurança da informação, mas também a digitalização do seu negócio, como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) para captação, leitura e direcionamento inteligente de dados, entre outras tecnologias.

*Por Cláudio Oliveira, gerente de tecnologia da informação da NISSIN.