Chineses se despediram da Ingram. Foto: Pexels.

A HNA, conglomerado chinês que comprou a Ingram Micro em 2016, passou a gigante americana distribuição adiante para o fundo americano Platinum Equity por US$ 7,2 bilhões.

A notícia dificilmente surpreendeu alguém. Os primeiros rumores do interesse da HNA numa venda começaram a circular no final de 2018.

O conglomerado chinês de aviação, logística e turismo está endividado e a eclosão da pandemia mundial do coronavírus não deve ter ajudado a melhorar a situação.

O valor final de venda ficou acima dos US$ 6 bilhões pagos em 2016, que na época já foram 30% acima do que a Ingram valia na bolsa.

Em nota, o CEO da Platinium, Tom Gores, disse que o fundo pretende ajudar a Ingram a promover uma agenda de “crescimento e transformação”.

A Ingram teve vendas de US$ 47 bilhões no ano fiscal 2019 e tem 35 mil funcionários em 60 países, incluindo o Brasil.

No Brasil desde 1997, a Ingram Micro tem escritórios regionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife, trabalhando com 75 fabricantes diferentes, indo desde iPhones até equipamento de rede da Cisco.

Em outubro de 2015, a Ingram aumentou sua presença no Brasil significativamente com a compra do Grupo Ação, uma das maiores empresas brasileiras do segmento de distribuição de TI, por um valor não divulgado.

Com operações no Brasil, Colômbia, Chile, Peru, Uruguai e Equador, a Ação faturou  R$ 1,2 bilhão em 2014, uma alta de 23% frente aos resultados do ano anterior.