Mário Belesi está à frente da linha de negócios SolidWorks na América Latina.

Mário Belesi, ex-diretor para a chamada região andina da América do Sul da SolidWorks, acaba de ser nomeado diretor de Professional Channel na América Latina da Dassault Systèmes, com o que assume a liderança das vendas da soluções da SolidWorks em toda a região, incluindo o Brasil.

A mudança ocorre em conjunto com a promoção de Oscar Siqueira, ex-diretor de Vendas para Brasil, Cone Sul e América Latina e country manager no Brasil da SolidWorks para o cargo de diretor para Value Solutions, a divisão da Dassault Systèmes focada em promover vendas indiretas do resto do portfolio da gigante francesa.

As promoções são parte de uma reorganização na região dos negócios da Dassault Systèmes, na qual, a exemplo do que acontece nas demais 12 regiões geográficas da empresa, fica divida entre três diretorias: duas de tecnologia do porfólio Dassault (uma de vendas diretas para grandes contas e outra de indiretas) e outra de tecnologia SolidWorks.

As três diretorias respondem para Valéria Godoy, diretora para América Latina, assim como para os respectivos vice presidentes das áreas na Dassault. As vendas diretas são comandadas por Igor Schiewig, vindo da Oracle em 2011. Tanto Siqueira como Belesi estão há algum tempo na divisão SolidWorks da Dassault Systèmes e são profissionais experientes. 

Siqueira entrou na empresa em 2005, depois de passagem pela liderança no país de empresas como Progress Software e BEA Systems, além de cargos de alto escalão na Sybase e Servimec. Belesi trabalhou também na Progress, além da Interconnection e Scopus.

“Vamos intensificar nosso trabalho com parceiros de negócios e expandir ainda mais nossa base de clientes em toda a América Latina”, adianta Belesi. Outra mudança é que o México passou a estar sob responsabilidade da América do Norte, com o qual a empresa terá mais recursos focados na América do Sul.

A empresa está abrindo uma subsidiária em Santiago do Chile (São Paulo foi a primeira ainda em 2004) como parte dos planos para incrementar a presença no Chile, Peru e Colômbia, um bloco de países com perspectivas econômicas mais promissoras que o Brasil no momento. O México a ser responsabilidade do time americano, decisão que libera mais recursos para os demais países da América Latina.

O mercado brasileiro é ainda o mais representativo na região, com uma porção do bolo total girando em torno de 60% a 70%. 

Por aqui, a estratégia para o futuro passa por alavancar a venda de soluções além do tradicional CAD, entrando em sistemas específicos para design de sistemas elétricos (uma das apostas recentes da SolidWorks), além de conceitos um pouco mais antigos, como o de gerenciamento de documentação de produto (PDM, na sigla em inglês).

“Nos últimos anos, o canal da SolidWorks passou por uma consolidação. Nossos parceiros tem o porte para assumir o investimento de entrar nessas novas áreas”, explica Belesi. 

De pouco mais de uma dezena anos atrás, hoje a SolidWorks tem seis canais no Brasil (SKA, IST, CadWorks, UVW, Sixcom e MaxWorks), totalizando 42 filiais pelo país entre eles. 

Segundo Siqueira, essa capacidade de fazer uma venda além dos softwares de CAD (cada vez mais, um produto comoditizado), com um perfil mais consultivo, também ajuda os canais da SolidWorks a não competir somente baseados no custo da licença de um software.

Nos últimos meses, concorrentes na área de CAD como PTC, Autodesk e Siemens PLM anunciaram campanhas com descontos agressivos no preço das suas licenças, um passo que a SolidWorks não tomou.

* Maurício Renner cobre o SolidWorks World 2015 em Phoenix, nos Estados Unidos, à convite da SolidWorks.