A Schneider Electric firmou uma parceria com a Light. Foto: Nino Sayompoo/Shutterstock.

A Schneider Electric, especialista em gestão de energia e automação, firmou uma parceria com a Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro, colocando em operação dois projetos pilotos de sistemas self-healing dentro da área de concessão da empresa. 

Os projetos contemplam tecnologias semi-centralizadas e descentralizadas para esse tipo de solução e englobam todo o sistema de comunicação com rádio em TCP/IP com tecnologia spread spectrum, lógicas de self-healing em concentrador de dados e nos religadores, estudos de enlace, instalação e comissionamento. 

“A implantação desses projetos visa melhorar a qualidade de prestação de serviço público de distribuição de energia da cidade do Rio de Janeiro, com sistemas inteligentes que isola falhas na rede de distribuição com agilidade e eficência” diz Marcel Araujo, gerente de serviços EAC da Schneider Electric.  

O sistema semi-centralizado foi implantado em três linhas da rede de distribuição de diferentes subestações. Nas linhas estão instalados dez equipamentos, sendo oito religadores U27 e duas chaves RL27 todos de fabricação Schneider Electric. 

A Light realizou os estudos necessários para definir a melhor localização dos equipamentos, levando em consideração a capacidade de transferências de cargas entre os alimentadores, deixando o sistema preparado para que, em um momento de falta de energia, transfira as cargas isolando o trecho defeituoso. 

“Em constante expansão e com requisitos de operação mais rigorosos, o sistema elétrico requer soluções que aumente sua confiabilidade. O uso de novas tecnologias para identificação e isolamento de trechos com falhas, visa garantir uma distribuição de energia mais confiável e disponível”, comenta Sandro Lanes, engenheiro coordenador da implantação dos projetos.

O sistema descentralizado foi implantado em duas linhas da rede de distribuição, envolvendo três religadores e tecnologia spread spectrum. 

Neste sistema a decisão de transferência das cargas está embarcada nos equipamentos através das lógicas de proteção, não sendo necessárias implementações adicionais, é preciso apenas estabelecer a comunicação entre os mesmos. 

Por ser um sistema mais simples, possui limitações quanto às quantidades de alimentadores que podem ser contemplados em um mesmo sistema.

“A implementação destas duas soluções permitirá que a Light obtenha subsídios mais concretos, de forma a nortear as decisões futuras. De modo geral, as decisões deverão levar em consideração as características particulares das redes de cada distribuidora, optando por uma ou ambas soluções em sua área de concessão“, afirma Luiz Carlos Direito, gerente de tecnologia, medição e automação da Light.