A prospecção da agência é que até 2020 mais de 35% de todos os dados poderão ser considerados úteis.. Foto: flickr.com/photos/stella12

Um estudo sobre oportunidades no universo digital, realizado pelo EMC afirma que o volume de dados advindos de tecnologias sem fio ou aplicações ligadas a sensores poderá movimentar 44 zetabytes, ou - em uma unidade mais entendível - 44 trilhões de gigabytes em 2020, ante a 4,4 trilhões de gigas em 2013.

O estudo mostrou ainda que apenas 22% das informações geradas por dispositivos conectados são considerados úteis, e menos de 5% foram analisados de fato. A informação é do Ip News.

A prospecção da agência é que até 2020, mais de 35% de todos os dados poderão ser considerados úteis, mas dependerá da utilização das empresas para produzir inovação.

No mundo, o IDC afirma que o número de dispositivos ou coisas que podem ser conectadas à Internet se aproxima dos 200 bilhões, com 7% (ou 14 bilhões) se comunicando pela própria rede.

Para ilustrar, a empresa diz que uma família média cria dados suficientes para preencher 65 iPhones (32GB) por ano. Em 2020 esse número crescerá para 318 iPhones.

“Se um byte fosse do tamanho de um galão de água (cerca de 4,5 litros), em 10 segundos os dados seriam suficientes para encher uma casa média. Em 2020, isso acontecerá em 2 segundos”, diz a consultoria no relatório.

Para o IDC, esse fenômeno trará novos métodos de interatividade com os clientes, otimizando ciclos de negócios e reduzindo os custos operacionais, uma oportunidade trilhonária de negócios.

Por outro lado, as empresas terão o desafio em garantir a segurança, gerenciar, armazenar e proteger o volume e diversidade de informações já que, segundo o IDC, 40% dos dados no universo digital exigem um nível de proteção, desde rigorosas medidas de privacidade até dados criptografados, e apenas 20% dessas informações estão atualmente protegidas.

Todo o alerta da companhia se dá já que a prospecção para 2020 é que o setor de IoT movimente US$ 8,9 tri em 2020. Esse mercado integra comunicação máquina a máquina e sensores de medição.

De acordo com a consultoria, os estímulos para o desenvolvimento da IC incluem a contínua expansão de “smart cities”, dos automóveis e das casas inteligentes, além de uma cultura de conectividade pessoal.

A pesquisa indica que dentre os 12 países pesquisados, o Brasil está na 10ª posição entre os países com empresas investindo em equipamentos conectados e deve gerar US$ 17,3 bilhões neste ano.

Os Estados Unidos e a China liderarão o ranking com US$ 253 bilhões e US$ 76,9 bilhões, respectivamente.