Carlos Maffei.

A Benner acaba de lançar o ERP 360, um software de gestão na nuvem que é o primeiro passo num roadmap de novidades que visa posicionar a empresa como um player relevante para pequenas e médias empresas.

O ERP 360 é uma versão simplificada software de gestão da Benner para grandes empresas, pensado para ser implantado em no máximo três meses com um custo que pode chegar a R$ 40 mil mais R$ 1,8 mil mensais nas versões mais básicas para um time de 10 pessoas.

“Estivemos observando esse mercado nos últimos dois anos e acredito que temos um produto muito competitivo”, avalia Carlos Maffei, diretor Comercial de Divisão de Sistemas da Benner.

De acordo com Maffei, o cliente alvo são empresas na faixa dos R$ 15 milhões de faturamento anual, cujos processos e necessidades são muito complexos para a onda de ERP na nuvem que surgiu no país nos últimos anos das quais o exemplo mais chamativo é o da Conta Azul ou estão insatisfeitas com os provedores tradicionais como Totvs, Senior e outros.

A meta de Maffei é fechar o ano com 100 clientes de ERP 360, chegando a 1 mil em cinco. As vendas devem ser feitas por meio de um novo canal, com 20 parceiros no final desse ano e 100 em cinco. Foram mapeadas 55 cidades brasileiras com mercados atrativos.

A ideia é atrair para o canal profissionais e empresários experientes no ramo de ERP, soltos no mercado depois que players como Totvs, Senior e Mega adquiriram alguns dos seus maiores canais, além de parceiros insatisfeitos com os programas de canais de grandes como SAP, Oracle e Microsoft.

O ERP 360 é a primeira alteração visível na linha de produtos de um planejamento estratégico feito junto com a Fundação Dom Cabral. A novidade recebeu um investimento de R$ 2 milhões, incluindo uma infraestrutura separada na Verizon.

Novos lançamentos devem ser feitos para as áreas de RH, jurídico, hospitalar e logística, sempre em versões na nuvem e SaaS de produtos do portfólio para grandes empresas da Benner, que conta com clientes como Iguatemi, Marítima Seguros e Fiesp.

As mudanças no portfólio de produtos foram precedidas de uma grande movimentação interna, com a divisão da empresa em duas vice presidências (uma só para saúde e outra para as demais linhas), a criação de um centro de serviços compartilhados e a saída três sócios.

Também foi feita uma “limpa” nos canais da empresa, que caíram de 30 para seis, para chegar a 10 hoje em dia.

Maffei não dá detalhes, mas reconhece que a mudança de rumos na Benner acontece após a empresa ter sido “espremida” no mercado de ERP para grandes organizações, o que foi agravado pela especialização da empresa em verticais como saúde, turismo e jurídico.

“Ser muito verticalizado e focado em grandes empresas nos limita um pouco o crescimento em um momento de crise. Estamos entrando numa nova dinâmica, com planos de abrir o capital no futuro”, garante Maffei.

Presente no mercado de software de gestão empresarial no Brasil desde 1997, o Grupo Benner tem 1,2 mil colaboradores que atuam em São Paulo, Alphaville, Blumenau, Curitiba, Maringá e Rio de Janeiro.