Uber colocou carros elétricos no centro da sua estratégia de futuro. Foto: Pexels.

A Uber divulgou essa semana a meta de chegar a 100% de carros elétricos na sua frota até 2040.

O programa visa reduzir emissões de carbono e tem investimentos previstos na casa de US$ 800 milhões. 

Parte dos investimentos será gasto em subsídios para compra de veículos e descontos na recarga. 

Outra parte será em forma de bônus de US$ 1 por corrida para os motoristas que adotarem elétricos. O programa contempla ainda parcerias com as montadoras General Motors, Renault, Nissan e Mitsubishi, bem como postos de recarga.

A meta parece ambiciosa, mas o prazo é matusalênico. Vinte anos é bastante tempo. Até lá, possivelmente, a maioria dos veículos novos já sairão elétricos de fábrica. 

Isso é o que apontam a maioria das previsões, ancoradas nas tendências de mercado e na regulação de emissões de CO2 de vários países.  

O programa, até o momento, não inclui países abaixo do Equador, nos quais a presença de carros elétricos ainda é muito incipiente.

AERO-CARRO

Outro programa da companhia que tem a ver com eletrificação é a Uber Elevate, que se propõe a concretizar o sonho de voar pelos grandes centros urbanos com drones de passageiros. 

Até agora foram apresentados mockups e protótipos em feiras pelo mundo mas a coisa, como um todo, ainda não decolou. O grande limitante para veículos desse tipo são as baterias. 

Com a tecnologia atual de íon de lítio, os carros voadores ou não conseguem sair do chão, de tão pesados, ou conseguem realizar voos de galinha de 20 minutos, no máximo. O futuro do carro voador depende de uma revolução na tecnologia de acumuladores de energia, portanto. 

* Carlos Martins é Diretor Executivo do E-24 Mobility Lab e idealizador da primeira corrida de carros elétricos do Brasil. Escreve para o Baguete sobre temas relacionados com indústria automobilística e mobilidade.