Haroldo Teixeira. Foto: Baguete.

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A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) planeja executar no ano que vem a migração dos três diferentes sistemas de gestão herdados das antigas administradoras das estradas pedagiadas do estado, assumidas pela estatal há seis meses, em um sistema único.

Hoje os pedágios antes geridos pelo DAER e a Santa Cruz usam o Compsys, os da Sulvias e a Convias o espanhol Tecsidel e a Britas o TESC.

“São bases de dados em formatos diferentes e a ideia é unificar”, afirma Haroldo Teixeira, gerente de TI da EGR.

Teixeira está cedido pela Procergs, empresa da qual é funcionário de carreira, tendo trabalhado por muitos anos nos sistemas do Detran.

A licitação para a migração está sendo desenhada e a EGR pediu à Procuradoria Geral do Estado permissão para limitar o processo aos três fornecedores já existentes. A ideia é economizar, mantendo as licenças já compradas de uma das empresas.

Economia, aliás, é um dos motes principais da estratégia da EGR. “O objetivo da empresa é investir em estradas, não em TI”, resume Texeira.

O sucesso da estratégia do governo Tarso Genro (PT-RS) de estatizar novamente os pedágios será julgado pelos eleitores contando buracos nas estradas.

Na primeira divulgação sobre investimentos feita no aniversário de seis meses da intervenção, em agosto, a EGR divulgou ter gasto R$ 7 milhões em intervenções nas rodovias e R$ 4 milhões com folha de pagamento, aluguel, impostos e contratação de prestadores de serviço.

Outros R$ 16 milhões estão pendentes de definição pelos Conselhos das Regiões das Rodovias Pedagiadas (Corepes), órgãos com os quais a EGR deve dividir as responsabilidades pela gestão.

Visando ampliar a economia em custos de infraestrutura, a EGR também consolidou os serviços de dados com a Oi, através de um contrato administrado pela Procergs, onde também estão os seus servidores.

Parte da estratégia para manter os custos fixos passa por práticas incomuns no setor público, como priorizar o aluguel, e não a compra, de desktops.