A Indra e a GE firmaram uma aliança focada em IoT industrial. Foto: Divulgação.

A Indra e a GE firmaram uma aliança para trabalhar em conjunto no desenvolvimento de aplicações digitais para a indústria no Predix, o sistema operacional de internet industrial projetado pela GE. 

Em junho, a GE firmou um acordo semelhante com a HPE.

O foco da GE com a Indra é ampliar sua presença digital na Europa e na América Latina, impulsionando o crescimento do ecossistema de industrial digital na Espanha. A Indra é a primeira empresa espanhola que trabalhará no Predix. 

A Indra e a GE desenvolverão e compartilharão conhecimentos e tecnologias para projetar a soluções de internet industrial, começando pelos segmentos de energia, gás e petróleo.

“Espanha e Europa possuem o talento e as infraestruturas necessárias para liderar uma revolução da melhoria da produtividade, e a digitalização da indústria deve estar no centro desse objetivo", disse Mark Hutchinson, diretor executivo da GE Europa. 

As empresas oferecerão soluções e serviços baseados no Predix, uma plataforma na nuvem para ambientes tecnológicos operacionais que alimenta aplicações industriais. A arquitetura facilita a análise e o gerenciamento de dados das máquinas, gerando melhoria na produtividade e eficiência dos ativos. 

O objetivo da Indra é certificar pelo menos 150 desenvolvedores em Predix nos próximos anos.

"Em nossa empresa, enfrentamos os desafios da transformação digital para os nossos clientes com vontade de liderança e queremos ser uma referência tecnológica e inovadora nos setores em que atuamos", destaca Fernando Abril-Martorell, presidente da Indra.   

Na última semana, a Microsoft também firmou uma parceria focada em IoT. A ABB, gigante suíça de automação industrial, vai oferecer aos seus clientes a nuvem Azure e suas funcionalidades na área de internet das coisas e inteligência artificial.

O foco serão segmentos como robótica, portos, veículos elétricos e energias renováveis. 

Esses acordos são parte de uma tendência mais ampla no mercado, no qual companhias como a ABB entram com as “coisas” (70 milhões de aparelhos conectados e 70 mil sistemas de controle digitais) e players de tecnologia oferecem uma camada de integração e análise de dados.