Sangue é um dos ativos que a Sensorweb monitora. Foto: Shutterstock.

A Sensorweb, companhia catarinense especializada em soluções de conectividade e nuvem para saúde, quer aproveitar o futuro crescimento da adoção de aplicações em internet das coisas para crescer no país e duplicar seu crescimento ano a ano até 2018.

Fundada em 2011 e especializada em soluções de medição e monitoramento de produtos críticos - como sangue, vacinas, reagentes e medicamentos - em hospitais, clínicas oncológicas, bancos de sangue e laboratórios, a empresa já possui 1,5 mil pontos em nove estados brasileiros. 

Até o final de 2016, a empresa espera chegar a mais de 5 mil pontos de medição, aumentando sua base de clientes atendidos atualmente. Hoje a empresa tem equipamentos em 70 unidades, atendendo 40 clientes no país.

Segundo Douglas Pesavento, CEO da Sensorweb, um dos drivers do crescimento da companhia no último ano partiu de uma parceria com a Fanem, tradicional fabricante nacional de equipamentos refrigerados para laboratórios e clínicas, que passou a embarcar sensores e softwares da Sensorweb em seus produtos.

Pesavento tem experiência quando o assunto é monitoramento de ativos e telecomunicações. 

Durante quase 10 anos, foi diretor da MCA Sistemas, especializada em sistemas supervisórios (conhecidos pela sigla SCADA). Antes disso, foi sócio-diretor do provedor de internet Olé Telecom.

"A Fanem também passou a compartilhar com a empresa a sua estrutura de venda, aumentando a penetração da companhia no mercado nacional e possibilitando o fechamento de contratos com instituições maiores", detalha o executivo.

No último ano, a empresa passou a ter suas soluções em locais como a Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Instituto Carlos Chagas da Fiocruz, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Banco de Sangue do Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre, além de toda a hemorrede de Santa Catarina (Hemosc), que usa cerca de 400 sensores.

Uma estimativa parcial realizada pela Sensorweb junto a seus clientes deu conta de que as perdas evitadas em 2014 ultrapassaram a marca de R$ 1,5 milhão, em clientes de todos os portes.

"Os resultados foram visíveis em todos os clientes, desde os que operam diversas salas refrigeradas e dezenas de sensores, até pequenas clínicas que usam dois a quatro sensores", afirmou o CEO.

Atualmente a empresa conta com uma equipe de 20 pessoas, com sede em Florianópolis e unidade em São Paulo. Segundo Pesavento, atualmente a maioria dos clientes estão na região Sul e São Paulo, mas a empresa espera aumentar sua presença nacional, assim como conquistar os primeiros cases em países vizinhos, também com o apoio da Fanem e outros parceiros.

Com sede no estado de São Paulo, a Fanem dispõe de três unidades industriais - duas em Guarulhos, e uma no exterior, em Bangalore, Índia. Conta também com um escritório na Jordânia, em Amã e uma rede mundial de representantes.

"O uso de tecnologias conectadas e inteligentes apóia hospitais, clínicas oncológicas, centros de pesquisas e outras instituições em qualificação para acreditações e certificações nacionais e internacionais", explica Pesavento.

Apesar da parceria, a Sensorweb opera de maneira independente, podendo integrar sua solução com produtos de outras fabricantes. Além do segmento de saúde, a empresa está adaptando sua solução de monitoramento inteligente para outros mercados, como o de transporte de cargas refrigeradas como carnes e laticínios.

"É um plano que temos mais para a frente, mas já despertou o interesse de empresas do segmento pela economia logística que pode trazer", revelou Pesavento.