O G-Lab faz parte do programa de aprendizagem prática do MIT. Foto: Marcio Jose Bastos Silva/Shutterstock.

As empresas brasileiras Neoway, Intelie, Splice e Amma Chocolate estão recebendo times de formandos do MBA global de empreendedorismo do MIT durante o mês de janeiro. O objetivo é que os alunos compartilhem os ensinamentos do curso e auxiliem as companhias em seus processos de expansão. 

Conhecido como Laboratório Global de Empreendedorismo (G-Lab), o projeto faz parte do programa de aprendizagem prática oferecido na escola de Administração Sloan no MIT.

A capacitação permite a equipes de alunos estudando administração, engenharia e tecnologia a trabalhar em conjunto com executivos em solucionar problemas reais.

Durante o processo, as empresas que sediam os alunos ganham novas perspectivas e expertise em áreas críticas para os negócios, tais como crescimento estratégico, entrada em novos mercados, precificação, marketing, benchmarks, arrecadação e estratégias financeiras. 

Os estudantes têm, enquanto isso, oportunidades de aplicar os conhecimentos debatidos em sala de aula.

A Intelie é uma startup do Rio de Janeiro que trabalha com análise de dados para o mercado de Óleo e Gás. A empresa tem o objetivo de criar um plano de aceleração de suas operações.

A companhia entrou na lista de Cool Vendors do Gartner no Brasil em 2015. Entre os clientes da Intelie estão Globo.com, Walmart, Oi e Dell.

Enquanto isso, a catarinense Neoway, focada em soluções para análise de big data e prevenção a fraudes, trabalhará com os alunos do MIT sua estratégia de precificação e metodologia associada.

A Splice, sediada em Votorantim, oferece soluções no segmento de monitoramento, inspeção e gestão de tráfego. Com o programa, busca uma forma utilizar suas tecnologias de análises de dados para melhorar a mobilidade urbana.

Além delas, a Amma Chocolate, empresa de Salvador focada na produção de chocolates orgânicos com ingredientes locais, também integra o projeto. A companhia tem a intenção de renovar seu modelo de negócio e traçar um plano de expansão internacional.

As equipes de estudantes têm trabalhado com essas empresas remotamente das instalações da MIT Sloan desde setembro de 2015, após o corpo docente do G-Lab escolher os grupos que melhor se encaixavam a cada projeto.