"O que eu fiz?" Foto: flickr.com/photos/willsan

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A loja virtual de roupas Visou fez uma trapalhada e tanto no Facebook, destratando consumidores. Com grande repercussão nas últimas horas nas redes sociais, a empresa se desculpou pelo ocorrido e no final da tarde excluiu sua fanpage.

A jornalista Nina Gazire comprou um anel na loja (no momento, fora do ar) em julho e não teve o produto entregue até agora. Com isso, ela decidiu reclamar diretamente na página da empresa no Facebook, a forma de contato oferecida no site.

No domingo, 9, ela enviou uma mensagem perguntando sobre a encomenda. Com reclamações por parte da cliente, as respostas culminaram em uma discussão com ofensas e palavras de baixo calão por parte do atendimento da loja. "Vai se fuder sua comunistazinha de merda", dizia uma das mensagens.

Nesta segunda-feira, Nina recebeu um e-mail cancelando sua encomenda e devolvendo o dinheiro, resolução não solicitada por ela, segundo relata ao blog. Ela vai acionar o Procon e também processar a loja pelas ofensas cometidas virtualmente.

Por volta das 13h desta terça-feira, 11, contrariando a informalidade de suas primeiras respostas, a empresa emitiu uma nota de retratação pública como tentativa de gerenciar a crise.

“Eu, Guilherme Souza Castro, Solteiro, Brasileiro, e responsável pela atitude de causar desconfortos verbais e informação inverídica ocorrida no dia 9 do mês de setembro de 2012, em nome de toda a equipe Visou, desejo por meio desta retratação pública, pedir desculpas Marina Gazire Lemos”, diz um trecho.

A nota em tom formal e com características de documento padrão reconhece o erro, afirma que o ato não será repetido e diz que o dinheiro foi devolvido.

Os comentários reclamam que a retratação foi copiada da internet e ironizam a situação. Um usuário sugere que a Visou contrate “um profissional qualificado para gerenciar redes sociais”.

“Nunca deixe seu sobrinho reggaeiro gerenciar as redes sociais de sua loja”, brinca outro.

O episódio já virou meme. Um exemplo é a página Visou Indelicada, que faz humor utilizando o conteúdo da comunicação do e-commerce com seu consumidor.

REPERCUSSÃO
A partir da captura da tela  (confira abaixo) feita pela consumidora, circulam nas redes sociais com mensagens de indignação.

Com a repercussão, a estudante de Jornalismo Júlia Bondan, de Novo Hamburgo, também revelou que teve problemas com uma compra de cerca de R$ 300. Depois de três meses, ela fez uma reclamação na fanpage da marca e elaborou um e-mail com a reclamação em que também resultou em uma conversa com xingamentos da Visou.

A loja, que tem o slogan "Be your fucking self", enviou um retorno avisando que o valor seria estornado, mas Júlia abrirá um processo, diz ao blog do Estadão.

No Facebook, onde a empresa tem 14 mil fãs, os comentários recentes são de acusação e xingamento à empresa. No álbum, há fotos dos três donos do negócio: Tatyele Lopes, Richard Ferrari e Natasha Souto, todos do Rio de Janeiro.

Nesta tarde, a Visou e a jornalista não retornaram a reportagem do Baguete. Júlia prefere não falar mais sobre o assunto que levará a justiça.


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