Tree Labs: acelerando startups desde março. Foto: flickr.com/photos/fabio_floriano

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Dois jovens ambiciosos e um expert do mercado da internet, na busca por empreendimentos para investir o capital, acabaram descobrindo um nicho ainda pouco explorado no país. Assim nasceu a aceleradora Tree Labs, empresa em atividade desde março deste ano.

Quando trabalhavam juntos na área de F&A do Banco Votorantim, Anthony Eigier e Cesar Mufarej, de 24 anos, tinham o desejo de investir seu próprio capital em empresas de TI.

Conforme afirma o Valor, os dois procuravam empresas com potencial para rentabilizar seus investimentos.

Eigier e Mufarej convidaram para sócio-mentor Rogério Silberberg, que atua no mercado de internet desde 1995 e fundou algumas companhias conhecidas, como o site de entretenimento Fulano.com.br.

Em outubro de 2011, os sócios avaliaram uma série de companhias novatas para investir, mas não encontraram um projeto estruturado o suficiente para gerar resultados em poucos meses.

Mas descobriram um nicho de mercado pouco explorado, o de aceleradoras, uma iniciativa já comum nos EUA, mas que começou a surgir no Brasil somente nos últimos anos.

Diferente da incubadora, que apoia projetos em estágio inicial durante anos, a aceleradora auxilia empresas jovens, mas com potencial de multiplicar as vendas em poucos meses.

Assim nasceu a Tree Labs, criada pelos três sócios, com sede em São Paulo.

SEIS MESES

A aceleradora presta serviços de apoio às companhias novatas, como suporte jurídico, contábil e de marketing, projeto de comunicação e design para marcas, serviço de publicidade por e-mail ou via sites como Google, Facebook e LinkedIn.

O serviço não é cobrado pela aceleradora. O faturamento da Tree Labs vem da participação no capital das startups, que é fixada em 9% e mantida após o período de aceleração.

"O trabalho consiste em oferecer tudo que uma 'startup' precisa para desenvolver produtos ótimos em um semestre e tentar captar investimentos de terceiros", afirmou Eigier ao Valor.

O foco da aceleradora está em companhias de internet, devido à facilidade para implantar e vender serviços em poucos meses.

Em 2012, os sócios avaliaram 70 empresas novatas e selecionaram cinco, visando as melhores chances de retorno em curto prazo.

As empresas selecioadas foram a Agendor, que desenvolveu um software de relacionamento e gestão de negócios web; o portal de assinaturas Assiname.com.br; Clickarq, rede colaborativa de arquitetura; Logovia, rede colaborativa de marketing; e Recruto, serviço de recrutamento para a área de RH de empresas.

O trabalho da aceleradora com as companhias leva seis meses, com início em julho e término em dezembro.

Ao fim do processo, os empreendedores apresentam o negócio a grupos de investimentos, na tentativa de captar novos recursos.

"A meta é atrair entre cinco e oito projetos por semestre", afirmou ele. Em outubro, a aceleradora selecionará novas companhias para auxiliar em 2013.

STARTUPS

Gustavo Paulillo, sócio da Agendor, com os apontamentos da Tree Labs, também realizou mudanças em seu projeto de agenda de negócios digital, lançada em março na internet.

Com a orientação da Tree Labs, os sócios da Agendor desenvolveram para o software uma versão gratuita e planos, com funções mais sofisticadas, de R$ 80 a R$ 240 mensais, pagos de forma antecipada.

Atualmente, a Agendor conta com 200 clientes usando o serviço gratuitamente e 14 assinantes pagos.

"A meta é chegar a 10% a 12% de usuários pagantes em um ano, mas para isso a ferramenta ainda passará por melhorias", disse Paulillo ao Valor.