Letícia Piccolotto.

O BrazilLAB, uma aceleradora especializada em empresas que tenham tecnologias para o setor público ou interesse em entrar nessa área, está com inscrições abertas para o seu terceiro programa de aceleração.

O foco é em soluções inovadoras para desafios de governos nas áreas de meio ambiente, gestão de pessoas, segurança pública e cybersecurity, saúde, inclusão social e educação empreendedora. 

Ao todo, trinta startups serão aceleradas, o dobro em relação à edição passada do programa.

De dezembro a março, as trinta empresas escolhidas vão receber mentoria e apoio para desenvolvimento e validação de modelo de negócio, além de entrar em contato com gestores públicos, investidores e startups que já atuam no setor. 

Os vencedores receberão um contrato de investimento que pode variar de R$ 50 a R$ 200 mil reais, além de apoio do BrazilLAB para a implementação das soluções em governos.

“Nosso objetivo é incentivar startups a desenvolverem estratégias adaptadas para governos, ou seja, estratégias B2G (business to government)”, explica Letícia Piccolotto, fundadora do BrazilLAB.

De acordo com Letícia, a principal fonte financiamento do BrazilLAB são os chamados “fundos de impacto social”, por meio do qual instituições se comprometem a investir em iniciativas com potencial de retorno para a sociedade. 

O volume de recursos na América Latina nesse tipo de fundo já chega a US$ 279 milhões.

“Poucos setores oferecerem mais possibilidade desse tipo de retorno que a administração pública”, aponta Letícia, destacando que a aceleradora já recebeu recursos do Itaú e do Bank of America, entre outros.

Para os acelerados, a BrazilLAB oferece contato com mentores com conhecimento de administração pública para “desmistificar o governo”.

Entre os projetos que passaram pela aceleração estão o CUCO Health, aplicativo que atua como enfermeira digital e vem ajudando a reduzir filas nas Unidades Básicas de Saúde de Juiz de Fora, e a MobiEduca.me, plataforma de combate à infrequência escolar que reduziu a evasão em 76% em escolas do Piauí.

Letícia, que além da BrazilLAB atua também na Fundação Brava, outra organização focada na melhoria da gestão pública, é otimista sobre as possibilidades desse tipo de trabaho.

“Já existem algumas leis que facilitam a contratação de tecnologia pelas prefeituras, por exemplo. Temos que fazer um trabalho junto aos prefeitos para colocar isso em prática”, resume a fundadora do BrazilLAB.