Apps verde amarelos. Foto: flickr.com/photos/estarsid

O Ministério das Comunicações divulgou na quinta-feira, 10, a lista com os programas escolhidos pelas fabricantes de smartphones para integrar sua lista de apps embarcados nos aparelhos desonerados pela Lei do Bem.

Na contramão da expectativa de muitos analistas, que esperavam que boa parte dos apps fossem de grandes marcas, como bancos, jornais e redes de televisão, os aplicativos selecionados na lista selecionada pelo MinC em sua maioria são de pequenos e médios desenvolvedores.

Segundo reporta o Mobile Time, o modelo de adoção dos apps entre desenvolvedores e fabricantes foi o de "ganha-ganha", sem pagamento entre as partes.

Um destaque na relação foi a inclusão de 14 apps criados por pessoas físicas, que figuram lado a lado com nomes maiores.

A Nokia, por exemplo, escolheu entre seus cinco aplicativos "indies", o app "Caderninho de gastos", de Alexandre de Fraga Collioni, de controle de despesas, e "Vamos beber água", de Augusto Custódio Mendes, que emite alertas e lembretes para o usuário se hidratar.

Empresas e startups do mercado digital, como a Movile e Kekanto, também saíram ganhando com a lista, com vários fabricantes adotando aplicações. A primeira teve os seus apps "Free Zone Wi-Fi" e "Play Kids" selecionados, já a segunda entrou na lista de quatro empresas - Apple, Huawei, LG e Motorola.

Houve casos em que boa parte dos apps escolhidos são de desenvolvimento interno, como o da Samsung, cuja lista de 18 títulos é formada por softwares do Samsung Instituto de Desenvolvimento para Informática.

Quem também fez isso foi a Sony, que colocou seis apps de sua desenvolvedora Venturus na lista.

Ao todo, foram aprovados 88 títulos, distribuídos pelas listas de nove fabricantes: Apple, Digibrás (CCE), Huawei, LG, Motorola, Nokia, Positivo, Samsung e Sony Mobile.

Vários fabricantes superaram a exigência inicial do ministério, que era de cinco apps nacionais. Alguns, como Apple, Samsung e Nokia, passaram dos dez aplicativos embarcados.

Os temas mais escolhidos para os aplicativos foram educação, produtividade, finanças, turismo, compras, fotografia, música, meteorologia e notícias.

Segundo analistas, a ausência de apps para grandes bancos e plataformas de conteúdo em sites maiores abre caminho para uma segunda leva de apps para a Lei do Bem, que pode se apresentar nos próximos meses. Agora é esperar para ver.