Gustavo Rabelo. Foto: divulgação.

A Oracle quer aumentar a participação de suas soluções no setor público. Para isso, a empresa está investindo em um novo portfólio e uma nova estratégia para conquistar mais espaço no setor.

De olho em um mercado que ainda está se abrindo para soluções terceirizadas, a multinacional realizou no final de outubro um ciclo de eventos em cinco cidades no país - entre elas Porto Alegre - para apresentar suas soluções para o segmento público.

Segundo a fabricante, são "soluções completas, integradas e abertas para auxiliar na melhoria de todos os processos e contribuir para torná-los mais eficientes e transparentes para a sociedade".

De acordo com Gustavo Rabelo, vice-presidente para o Setor Público da Oracle do Brasil, o ponto principal das soluções da empresa para o segmento é o conceito de Citizen Experience, uma adaptação do Customer Experience das aplicações do varejo.

"O foco do governo em relação à tecnologia visa colocar o cidadão no centro das prioridades, tornando a interação com a entrega de serviços mais eficazes, usando redes sociais, dispositivos móveis e interações ágeis entre usuário e os órgãos públicos", explica.

Para a Oracle, o conceito de Citizen Experience pode ser aplicado nas três esferas, com implantações locais ou sistemas baseados em nuvem.

"Depende da complexidade dos projetos. Podemos atender desde uma entidade federal com unidades em todo o país, assim como um projeto de uma secretaria de município com um grande número de licenças", explica.

Segundo Rabelo, a Oracle tem um modelo diferenciado no país, podendo oferecer desde soluções full stack até produtos específicos integrados a tecnologias já usadas pelos governos.

Neste segundo caso, o executivo não vê problemas no uso de tecnologias open source, uma prática corriqueira das empresas públicas. De acordo com ele, a Oracle já conta com 10 anos de experiência em integrações com softwares abertos.

"Não somos estranhos a este tipo de transição, até porque sabemos que determinadas informações são mantidas internamente por questões de sigilo e soberania. Não se pode perder esta vocação", explica.

Ele também acrescenta que a Oracle tem um histórico de tecnologias implantadas em parceria com estatais de TI, como o Serpro.

No entanto, para finalizar, Rabelo acredita que as equipes de TI dos governos podem gerenciar melhor seus recursos, terceirizando preocupações e focando suas aplicações tecnológicas para qualificar o serviço para o cidadão.

Segundo ele, as informações e as operações que dizem respeito ao trabalho do funcionário público, e como ele se reflete em benefícios para o cidadão, essas são responsabilidades públicas.

"Ficar se preocupando com o gerenciamento de data center e seu funcionamento não deveria ser competência de uma estatal de TI. Isso é o que queremos passar adiante", finaliza.