Fabio Sambugaro, gerente-geral da Adobe no Brasil. Foto: divulgação.

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A Adobe anunciou nesta segunda-feira, 10, a instalação de um novo centro de dados em São Paulo, investindo no fortalecimento de sua plataforma de Software como Serviço (SaaS) e focando no mercado empresarial.

Conforme noticia o Valor, a estrutura é resultado de uma parceria com a prestadora de serviços Terremark, empresa controlada pela norte-americana Verizon. A Adobe não revelou o valor investido no projeto.

A ideia da fabricante, ao abrir o primeiro centro de dados fora dos Estados Unidos e Europa, é aprimorar a entrega de software pela nuvem aos clientes brasileiros e da América Latina, ganhando em velocidade em relação aos centros localizados em outros continentes.

O novo centro de dados vai reduzir o tempo de acesso e de resposta em ferramentas de análise inteligente de marketing digital, e a outros conteúdos armazenados na nuvem.

"Estamos antecipando um cenário positivo e nos preparando para o aumento da demanda no país", afirmou Fabio Sambugaro, gerente-geral e principal executivo da Adobe no Brasil.

Nesta semana, a empresa também está anunciando novas soluções no modelo de computação em nuvem. Lançadas em julho, as primeiras ofertas locais nesse formato foram mais voltadas a usuários finais. Agora, a proposta é estender o portfólio ao mercado empresarial.

Na área de marketing digital, uma das principais apostas da Adobe para crescer, o lançamento agrega cinco pacotes de programas de criação, publicação, gestão e análises de campanhas na internet.

Segundo Guilherme Toussaint, gerente de contas sênior e de desenvolvimento de negócios da Adobe para a América Latina, a América Latina, e em especial o Brasil, são vetores significativos de expansão.

"A previsão é que o país represente 34% dos investimentos em publicidade digital na região no prazo de quatro anos", revelou Guilherme.

Para empresa, o plano para 2013 no Brasil é promover a migração gradativa de toda a base de clientes para o modelo de nuvem. Atualmente, 95% dos clientes no país ainda estão no formato tradicional de licenças.

A Adobe pretende atingir globalmente um índice de 50% no formato de assinaturas nos próximos dois anos.

NUMEROS
Nos nove meses do ano fiscal, a companhia contabilizou um lucro de US$ 610,4 milhões, caindo 7,3% em relação ao mesmo intervalo no exercício anterior.

Os resultados para o ano fiscal encerrado no dia 30 de novembro ainda não foram consolidados, mas a divisão deverá registrar uma receita de cerca de US$ 1 bilhão, um salto anual de 40%.