Nextel mira expansão de rede. Foto: divulgação.

Conhecida por sua tecnologia de iDEN, ou "aperte e fale" (push to talk em inglês), a Nextel investiu para mudar sua oferta em 2014, levando serviços de 3G para diversas capitais do país. Para 2015, o plano é acelerar este processo, levando o serviço 3G para mais 200 cidades.

Além disso, segundo destaca o Mobile Time, a operadora também pretende participar do leilão da faixa de 1,8 GHz que pertencia à Unicel na cidade de São Paulo, o que deve acontecer junto com outras sobras de mercado.

Para este plano, a companhia deve desembolsar cerca de US$ 1,1 bilhão, o dobro do que foi investido em 2014.

"A prioridade é a expansão da nossa rede, o nosso foco neste momento, com o espectro de 3G e também com a faixa de 1,8 GHz", afirma o vice-presidente jurídico e regulatório da companhia, o peruano Alfonso de Orbegoso.

A entrada no leilão segue a tentativa da Nextel em comprar a faixa da Unicel em São Paulo, transação que foi vetada pela Anatel. De acordo como Orbegoso, o plano é repetir a experiência bem sucedida que a Nextel teve com o serviço 4G no Rio de Janeiro. 

"Em quatro meses de operação, foram conquistados 140 mil usuários", destacou o executivo.

Outro fato que está levando a Nextel na direção destes novos serviços é a possibilidade da Anatel acabar com a licença de trunking, obrigando a Nextel a migrar para os formatos usados pelas outras operadoras.

A agência reguladora está há tempos no esforço de liberar a frequência de 800Mhz - faixa usada por sistemas de trunking como o da Nextel - para o uso no 4G.

Sobre a possibilidade de prestar o 4G na faixa hoje utilizada pelo trunking (800 MHz), ele ressalta que essa seria uma opção para o futuro já que hoje o 4G não está pronto para essa faixa. 

"Esse é um benefício para o futuro e, por outro lado, os assinantes não tem interesse em migrar o seu serviço iDEN. São usuários muito leais", afirma Orbegosa. Atualmente a operação da Nextel em 3G/4G tem 1,5 milhão de assinantes, enquanto o iDEN soma 2,7 milhões.


É um número bastante tímido perto das quatro grandes operadoras do país. A fim de comparação, o quarto lugar no market share (Oi) tem cerca de 50 milhões de assinantes, enquanto a líder (Vivo) já bate na casa dos 80 milhões.