Luciano Corsini, country manager da HP no Brasil. Foto: divulgação.

A HP anunciou nesta terça-feira, 12, em São Paulo, sua oferta de serviços em nuvem para o mercado enterprise no Brasil, o HP ECS-VPC (Enterprise Cloud Services – Virtual Private Cloud).

A plataforma é definida pela companhia como “a única nuvem híbrida brasileira”. Até agora, o serviço estava disponível apenas nos Estados Unidos, Alemanha e Japão.

“Como híbrida, definimos não apenas uma oferta de nuvem pública e privada, mas uma plataforma de cloud que permite trabalhar conciliando tanto o ambiente virtual, quanto o tradicional. Nós não oferecemos somente máquinas virtuais, mas também físicas, com soluções e gestão pagos como serviço”, ressalta o country manager da HP no Brasil, Luciano Corsini.

As caraterísticas são o argumento para competir com nomes que já estão estabelecidos no segmento no Brasil, como a IBM, que no fim do ano passado anunciou seu SmartCloud Enterprise Plus por aqui, com investimento de R$ 40 milhões no data center de Hortolândia para abrigar a oferta, ou a Oi, que investiu R$ 30 milhões no seu Smart Cloud no começo de 2012.
 
Corsini detalha que o HP Enterprise Cloud Services entrega soluções de infraestrutura, como hosting e armazenamento, além de aplicações.

Neste último quesito, a HP tem investido o que o executivo não revela valores exatos, mas afirma ser “muitos milhões de dólares”, em recursos para Microsoft Dynamics CRM e SAP Hana.

No Brasil parceiros como a  Microsoft, com Hyper-V e sistema operacional, Red Hat, com o Red Hat Enterprise Linux, e VMware, com ferramentas de virtualização de servidores, além da Intel, parceira estratégica e mundial da HP, que fornece o poder de processamento de Cloud Computing já trabalham com a oferta.

O country manager não fala de concorrência diretamente, mas alfineta: “temos o pacote mais completo para o setor corporativo”. E reforça: “investimos também na estandartização das ofertas de nuvem. Hoje, as versões de aplicações, serviços e plataformas no Brasil são as mesmas de nossa oferta em qualquer outra parte do mundo”.

Querendo falar na concorrência ou não, a HP mostra também com este artifício que está na linha de frente do combate – não por acaso, a IBM, ao anunciar o SmartCloud Enterprise Plus, também divulgou que a plataforma roda em seus demais data centers, nos EUA, Alemanha, França, Canadá e Japão, de forma padronizada.

No páreo, a HP apresenta outras armas, como o tempo recorde entre consultoria para escolha dos serviços e plataforma de nuvem e início do funcionamento das aplicações e máquinas.

“Fizemos um estudo que mostrou que o tempo médio de projetos deste gênero fica entre 60 e 90 dias, entre a compra e o uso das ferramentas. Nossa nova oferta permite a implantação de uma máquina virtual, por exemplo, em no máximo 12 horas”, ressalta Rodrigo Martineli, diretor de Estratégia e Alianças da HP Enterprise Services.

Outra carta na manga da empresa é a extensão do portfólio em nuvem, que concentra todos os itens da carteira de armazenamento, passando por plataformas de big data, testes, gerenciamento de cargas de trabalho de produção e projetos de desenvolvimento de cloud corporativa, com arquiteturas abertas e infraestrutura sob demanda, entre outros.

Martineli também defende a oferta de resiliência por máquina, e não pelo tradicional pool, com duas opções de SLA – de 99% e 99,9% – como diferencial para o pacote.

“Temos uma abrangência incomum nos serviços em nuvem. E vai aumentar. Ao longo deste ano, por exemplo, novas ofertas padrão serão incluídas neste portfólio, com destaque para a colaboração em tempo real (Lync as a Service), compartilhamento (Sharepoint as a Service) e disaster recovery em cloud”, finaliza.