O Maracanã está pronto, já as telecomunicações... Foto: Paulino Menezes/ Portal da Copa/ME

Há poucos meses da Copa do Mundo, que inicia no dia 12 de junho, o Tribunal de Contas da União revelou que apenas 38% dos R$ 200 milhões de investimentos previstos pela Telebras para a área de telecomunicações já foram executados. 

Além disso, dos R$ 171 milhões de orçamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), somente 39% foram usados. 

No relatório do TCU, divulgado nessa terça-feira, 11, não foram detalhados quais projetos estão atrasados.

A Telebras garantiu que vai concluir dentro do prazo previsto as obras do anel ótico, que tem a finalidade de atender a Fifa para a transmissão em alta definição (HDTV) do jogos. 

Da mesma forma, afirmou que a rede de fibra óptica será estendida no interior do Nordeste e da Amazônia pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Conforme publicação no TI Inside, o Ministério das Comunicações informou em dezembro do ano passado que a rede nacional da Telebras estava mais de 70% concluída e que chegaria à 3.570 municípios até o fim de 2014.

Para isso, serão investidos R$ 116 milhões para 16 mil quilômetros de cabos. 

Na semana passada, uma consultoria norte-americana criticou a estrutura 3G e 4G no Brasil. O estudo foi divulgado pelo Convergência Digital. 

Segundo os analistas do Infonetics, o problema do Brasil na Copa do Mundo não será no interior dos estádios, visto que as operadores estão instalando sistemas de antenas distribuídas.

Para eles, os torcedores terão dificuldade em fazer uso de seus celulares no entorno dos estádios. 

Os especialistas destacaram que o país tem menos ERBs, mesmo com cinco operadoras móveis, do que a AT&T tem sozinha nos Estados Unidos. 

"O Brasil possui 60 mil ERBs instaladas em todo o país. A AT&T sozinha tem mais que isso. Certamente haverá tráfego", criticam no estudo. 

A consultoria questiona os investimentos em 2013 maiores no 3G (US$ 278 milhões) do que no 4G (US$ 96 milhões). Assim, recriminam a velocidade média de 1,4 Mbps da rede móvel.

"Sinceramente não sei como o Brasil ficará com um serviço de telecomunicações móvel pronto em quatro meses para atender a demanda da Copa. Vamos ter muitos problemas", expôs Stéphane Téral, analista de infraestrutura móvel da Infonetics.

Para o SindiTelebrasil, a maior preocupação quanto ao congestionamento de linhas durante o mundial é nas proximidades da Arena da Baixada, em Curitiba, e do Itaquerão, em São Paulo.