Luís Fernandes, presidente da Finep. Foto: Divulgação.

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O cientista político Luís Manuel Rebelo Fernandes foi nomeado nesta quarta-feira, 11, como o novo presidente da Finep. Ele substitui o sociólogo Glauco Arbix, que presidia a financiadora desde 2011. 

Fernandes foi secretário executivo do Ministério do Esporte de 2012 a 2015, acumulando a função de Coordenador do Grupo Executivo da Copa do Mundo 2014. 

No Ministério da Ciência e Tecnologia, exerceu a função de secretário executivo de 1999 a 2002 e de 2004 a 2007. Em seguida, presidiu a Finep até 2011.

Entre 1999 e 2002, também foi diretor Científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). 

Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e professor credenciado do Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores (MRE). 

Glauco Arbix, que deixa a presidência, é professor do departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Na gestão dele, segundo informações do portal da Finep, foram contratados 1694 projetos de pesquisa inovadores, investindo, em operações de crédito, R$ 19,5 bilhões. 

O valor faz parte da estratégia do Finep, defendida desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff pelo ministro da época, Aloizio Mercadante, de transformar a Financiadora em banco público. 

Esse movimento teve avanços e, em 2011, o Banco Central concedeu a carta patente para o enquadramento como instituição financeira, mas ainda não foi dada a palavra final do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre o assunto.

Para o Convergência Digital, o trabalho para isso continua. No final de 2014, a direção financeira da Finep já fazia as contas e colocava a instituição como o quinto maior banco público do país – atrás de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco do Nordeste. A projeção é de que em quatro anos a Finep fique com o 4º lugar no ranking.

Nesse percurso, a Finep vem adotando novas linhas de operações. É cotista em mais de trinta fundos de Seed, Venture Capital e Private Equity, e começou a investir diretamente em empreendimentos de risco elevado, através de um fundo de R$ 500 milhões. O primeiro aporte saiu há uma semana, quando Altus e HT Micron, duas empresas do setor eletroeletrônico sediadas em São Leopoldo, receberam R$ 50 milhões por meio do FIP Inova Empresa.