Novos Boeings da Gol não devem voar mais até o fim da investigação. Foto: flickr.com/photos/marcondesoliveira

A Gol suspendeu as operações dos seus sete aviões Boeing 737 Max 8 nesta segunda-feira, 11.

O modelo 737 Max 8 esteve envolvido em acidentes na Etiópia e Indonésia nos últimos seis meses, causando mais de 300 mortes e a decisão de diversas autoridades reguladoras e empresas de aviação de suspender voos enquanto dura a investigação do assunto.

Nesta segunda-feira, 11, a autoridade de aviação da China ordenou todas as companhias aéreas chinesas que suspendessem o uso de suas aeronaves 737 MAX, cujo número chega a 100 no país.

Horas depois, os governos da Austrália, Cingapura e Indonésia tomaram a mesma medida. 

A Ethiopian Airlines também suspendeu o uso de seus quatro aviões 737 MAX 8 restantes – outras 25 unidades ainda não foram entregues. 

Paralelamente, a Cayman Airways também anunciou que deixará temporariamente em solo seus dois aviões do mesmo modelo.

A Gol era a única empresa brasileira usando o modelo, em rotas de Brasília e Fortaleza para Miami e Orlando, além de São Paulo a Quito.

A empresa declarou que, desde o início das operações com o avião, em junho de 2018, já realizou 2.933 voos, totalizando mais de 12.700 horas.

O assunto é mais sério para Gol do que os aviões já comprados, uma vez que a estratégia futura da companhia era de migrar a frota para o novo modelo: a companhia tem ainda um pedido total à Boeing de 135 aeronaves 737 entre MAX 8 e MAX 10 para entregas até 2028. 

Além disso, outros 11 aviões do tipo MAX serão incorporados à frota no segundo semestre de 2019, conforme contrato de arrendamento operacional firmado com a Avolon.

Os clientes com viagens previstas nas aeronaves 737 Max 8 serão, a partir de hoje, comunicados e reacomodados em voos da empresa ou de outras companhias aéreas, como a parceira Delta Air Lines.