Pierre Schurmann, CEO da Nuvini.

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A Nuvini, holding de empresas no modelo software as a service (SaaS) fechou a compra da Dataminer, uma empresa atuante na área de big data com informações relacionadas a informações para marketing, vendas, riscos e compliance.

A Dataminer tem 400 clientes, entre eles nomes como Edenred (dona da Ticket), Dell, Totvs, Comgas, Itaú e CPFL.

As fontes dos dados são bancos de dados públicos de governos municipais, estaduais e federais. No Linkedin, a empresa afirma ter 14 funcionários e informações atualizadas de 214 milhões de pessoas e 36 milhões de empresas.

É a quarta compra anunciada pela Nuvini, que tem a meta de chegar a entre 80 e 90 aquisições até 2025. 

Além da Dataminer, a Nuvini já comprou a Leadlovers, que tem uma ferramenta de automação de marketing digital; a Effecti, uma solução de e-procurement focada em compras públicas e a Ipê Digital, dona de uma solução de gestão online para óticas, com 4 mil clientes. 

Até agora, não foram abertos valores de nenhuma das compras. A estimativa da empresa é chegar a um faturamento de R$ 300 milhões até o fim deste ano e R$ 4 bilhões até 2025.

Na largada, a empresa tem um capital de R$ 100 milhões para investir, oriundo dos fundadores e de alguns family offices, como são conhecidos os escritórios de investimento de famílias endinheiradas. 

Segundo o Neofeed apurou, a Nuvini está concluindo uma captação de R$ 400 milhões. 

O alvo da Nuvini são companhias nos segmentos de marketing, ferramentas de finanças e produtividade, com faturamento entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões, que sejam rentáveis, com produtos já testados e que crescem de 20% a 25% ao ano.

 Os negócios envolvem sempre a totalidade das ações e os fundadores ficam no negócio por um período que pode variar de três anos a cinco anos.

A Nuvini conta com nomes como Carlos Araújo, ex-Pátria Investimentos, que atua como COO, Ronald Domingues, ex-Rede e Multiplus, que é o CFO da holding, e Carolina Carioba, ex-Google e WeWork, na área de recursos humanos. Roberto Medeiros, ex-CEO da Multiplus, e Paula Paschoal, atual diretora do PayPal no Brasil, são conselheiros.

O modelo de negócio é criar uma holding que centralize backoffice, da governança e de outras atividades operacionais, deixando as empresas cuidarem de produtos, marketing, pessoas e tecnologia.

É assim que funciona a canadense Constellation Software, que já concluiu mais de 400 aquisições de pequenas, médias e grandes empresas de software em mais de 80 mercados verticais desde 1995. A empresa vale US$ 40 bilhões na bolsa de valores canadense.

O fundador da empresa Pierre Schurmann tem credenciais fortes. Ele foi um dos empresários que inauguraram o mercado de internet no Brasil. 

Empreendedor serial, já fundou sete empresas, das quais três são líderes de mercado. Em 1997, foi co-fundador do Zeek!, site de busca adquirido um ano após seu lançamento pela StarMedia, empresa em que assumiu a Diretoria de Novos Negócios. Em seguida, foi cofundador e vice-presidente da Ideia.com, fundador e CEO da Conectis Experience Marketing, do Experience Club e da Bossa Nova Investimentos.

Se o sobrenome parece conhecido, é porque é mesmo. Schurmann é o filho mais velho de Vilfredo e Heloísa, da família brasileira de navegadores que ficou famosa por suas aventuras no mar.