Nelson Mattos, um reforço de peso para a Trybe.

A Trybe, escola de formação em desenvolvimento de software, acaba de contratar Nelson Mattos, ex-IBM e Google, como conselheiro técnico e pedagógico sênior.

Mattos deve atuar diretamente com o time de tecnologia, produto e aprendizagem na formação e aprimoramento das pessoas, do produto e do currículo do curso, além de dar algumas aulas especiais para os estudantes.

“Ter um profissional do nível do Nelson no time com certeza valida nosso comprometimento com a qualidade da formação que oferecemos aos nossos estudantes”, comenta Matheus Goyas, CEO e cofundador da Trybe.  

É sem dúvida um reforço de alto gabarito. Mattos foi vice-presidente de Produto e Engenharia do Google para Europa e Mercados Emergentes, engenheiro e vice-presidente de Tecnologias da Informação e do Usuário da IBM, bem como professor da Universidade de Kaiserslautern, na Alemanha. 

No Google, o executivo aumentou o número de funcionários técnicos na Europa de menos de 300 para mais de 3,5 mil engenheiros, além de liderar a abertura da incubadora de empresas Google Campus em Londres e São Paulo. 

Nos últimos tempos, Mattos vem atuando como consultor e participando em conselhos de administração.

"Em todo o mundo ocidental, a falta de mão de obra qualificada na área de desenvolvimento de software se tornou um problema muito grave. A Trybe tem tudo para resolver esse desafio e, com isso, ter um impacto muito positivo", explica Mattos.

A Trybe é a startup de educação que mais vem chamando atenção no mercado brasileiro, dentro da leva de companhias que se baseiam no modelo de Income Share Agreement (ISA), ou, como prefere a startup, Modelo de Sucesso Compartilhado (MSC).

O ISA ou MSC significam a mesma coisa: o aluno faz o curso, mas só paga quando tiver encontrado um emprego acima de determinada faixa salarial, de R$ 3,5 mil no caso da Trybe.

Recentemente, a empresa recebeu um aporte R$ 42 milhões liderado pelo fundo Atlantico e composto por outros investidores, entre eles Canary, Global Founders Capital, e.Bricks, Maya e Norte. 

Tudo isso para uma companhia fundada em agosto de 2019 que espera chegar a 600 alunos até o final do ano e 3 mil até o final de 2021.

A startup é recente, mas liderada por nomes com algum histórico, com cinco sócios que fundaram em 2012 AppProva, outra startup educacional, essa focada em dados e avaliações. 

Ela foi vendida para a Somos Educação em 2017, quando já tinha cinco milhões de estudantes na plataforma.