Gato da AWS subiu no telhado. Foto: Pexels.

Tamanho da fonte: -A+A

A campanha judicial da AWS está fazendo efeito, e o Pentágono começou a reconsiderar a vitória da Microsoft na mega licitação de US$ 10 bilhões feita pelos militares americanos em 2019.

De acordo com o Wall Street Journal, o Pentágono está analisando a hipótese de cancelar o projeto Joint Enterprise Defense Infrastructure (JEDI) no lugar de enfrentar a AWS para sempre sobre o tema.

A AWS, que durante boa parte do processo era tida como favorita para levar a bolada, alega que a Microsoft ganhou por interferência política do ex-presidente Donald Trump.

A primeira reclamação judicial foi em novembro, logo depois da vitória da Microsoft. 

A alegação é que Trump interferiu no processo para prejudicar o seu desafeto Jeff Bezos, que além de comandar a Amazon, é dono do The Washington Post, um jornal crítico ao ex-presidente.

O Wall Street Journal falou com especialistas em compras governamentais americanas, que deram uma pista de por onde a estratégia do Pentágono pode passar no futuro.

De acordo com as fontes do WSJ, a ideia de dar todo o contrato para uma empresa só, é “insuficiente e datada”. O approach correto seria fatiar o mesmo entre múltiplas empresas, o que diminuiria o risco de batalhas legais como a atual.

A ideia de fatiar o contrato não é nova. De fato, um grande grupo de pesos pesados no setor de TI estava militando justamente por isso.

Em 2018, Oracle, SAP, General Dynamics, Red Hat, VMware, Microsoft, IBM, Dell Technologies e Hewlett Packard fizeram uma frente única para defender a divisão.

Os líderes do movimento eram Oracle, IBM, e, significativamente, a Microsoft, que na época não devia estar contando com ganhar tudo.

Já no ano seguinte, o Pentágono divulgou que só AWS e Microfost estavam no páreo final.

Na época, a Oracle começou a sua própria batalha judicial, alegando que a licitação teria sido feita sob medida para limitar o número de participantes, com participação direta de pessoas relacionadas com a AWS.