Waldir Cicerelle, head corporativo de inteligência comercial e pricing na JBS. Foto: Divulgação.

A JBS, empresa que faturou R$ 181 bilhões em 2018, desenvolveu um projeto de precificação com soluções do SAS para a divisão de carnes.

O processo de mudança na estratégia de definição dos valores para os produtos começou há cinco anos, mas a companhia trocou o fornecedor anterior de tecnologia pelo SAS em 2017. 

“Buscamos uma solução mais robusta porque em qualquer processo decisório é importante contar com estatística e análise do números, especialmente em uma empresa como a JBS, em que uma mudança de 1 centavo significa milhões de reais”, relata Waldir Cicerelle, head corporativo de inteligência comercial e pricing na JBS, que apresentou o projeto no SAS Fórum.

Além de novas tecnologias, a iniciativa contou com um trabalho focado na mudança cultural da empresa, acostumada a trabalhar os preços de forma reativa e voltada para o curto-prazo.

“O pricing era muito influenciado pelo sentimento e pelo conhecimento da equipe, que trabalhava com tentativa e erro. Por ser um produto perecível, a carne precisa ser vendida rápido, o que dá pouca chance para um erro”, relata Cicerelle.

Com as soluções SAS, as equipes de pricing e planejamento trabalharam em um processo que leva em conta o volume de produtos e a distribuição para definir os valores de maneira adequada em diversos canais.

O modelo de precificação leva em conta o corte da carne, a marca envolvida, o canal de vendas e a região. A empresa segmentou os mercados para adaptar os produtos para a realidade de cada local.

“O Sul, por exemplo, valoriza a costela, então é preciso distribuir mais unidades desse corte nessa região do que no Nordeste”, explica o executivo.

No mercado brasileiro, a unidade de carnes da JBS trabalha com 600 produtos em mais de 300 mercados. Já no exterior, são 100 itens em 120 mercados.

Assim, a ferramenta de precificação gera 504 mil preços por semana.

*Júlia Merker cobriu o SAS Fórum, em São Paulo, a convite do SAS.