Foto: divulgação.

Tamanho da fonte: -A+A

O Banco Semear, instituição financeira que atua principalmente no varejo, adotou a solução da Nextcode, especializada na validação cadastral por meio de análise das informações de documentos, para aprimorar seu processo de onboarding digital.

Antes, a verificação de documentos era feita internamente, gerando uma demora para realizar o processo cadastral.

Com a ferramenta Documentoscopia, que envolve o tratamento das imagens dos documentos com apoio de machine learning, analytics e inteligência artificial, agora são feitas diariamente cerca de 300 análises.

“Temos um alto volume de análises. Além disso, a startup nos apoia com validações mais elaboradas, em que são feitos laudos documentoscópicos e grafoscópicos. Nesse último modelo, temos uma média de 40 verificações mensais”, conta Renata Pires, especialista sênior em cadastro e prevenção a fraudes do Banco Semear. 

Outra vantagem apontada pela empresa é que esse processo de validação passou a ser feito antes das compras, o que possibilita detectar a tempo se aquela tentativa é fraudulenta, se o documento que o usuário está utilizando é realmente dele e assim por diante.

Outra dificuldade que o banco tinha antes do projeto era estabelecer o contato com o cliente varejista após a compra.

“Hoje, a Nextcode é uma mesa de cadastro e de prevenção à fraude para nós, porque eles fazem essa validação por telefone, que a gente tinha muita dificuldade. Eles validam as compras realizadas e atuam, também, com análises de prevenção”, destaca Pires.

No mercado há 15 anos, o Banco Semear é de origem mineira e oferece crédito direto ao consumidor, assim como capital de giro para pessoas jurídicas, entre outras atividades. A instituição conta com cerca de 200 colaboradores e correntistas em todo o território nacional.

Com o aumento do número de fintechs e a digitalização do negócio dos players mais tradicionais do mercado financeiro, empresas como a Nextcode estão bombando: em 2020, com o embalo adicional do coronavírus, a companhia multiplicou seu faturamento oito vezes.

A empresa atende clientes como Easynvest, Havan eEwally, processando quatro milhões de imagens mensalmente, em um tempo médio de seis segundos e uma taxa de acerto de 96%.

A empresa foi fundada por Fabrício Beltran, um ex-administrador de dados do banco Sicredi, um dos maiores cooperativos do tipo no país, e Luiz Marcelo Penha, ex-coordenador de TI da operação brasileira do coreano Woori Bank.

Mais recentemente, entraram no time de sócios Caio Delgado, desenvolvedor com passagens pela Mantris e Maximus, e Cleber Muramoto, vindo da Atech, uma empresa de segurança ligada à Embraer.