Alberto Menache, diretor presidente da Linx. Foto: Divulgação.

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A Linx, empresa brasileira de software para o varejo, registrou crescimento de 8,3% no lucro líquido em 2014, alcançado R$ 67,6 milhões. A receita líquida subiu quase 25% em relação ao ano anterior, ficando em R$ 368,8 milhões. 

No último trimestre de 2014, a empresa apresentou vendas líquidas de R$ 102,6 milhões, alta de R$ 27,6 milhões.

Também no quarto trimestre, a receita operacional bruta foi de R$115,1 milhões, um aumento de 27,2% em relação ao mesmo período de 2013. 

A receita recorrente no trimestre atingiu R$88,8 milhões, com crescimento de 26,9% sobre os três meses anteriores e representando 77,2% da receita operacional bruta. 

Segundo a empresa, o crescimento é resultado da estratégia de seguir combinando aumento do faturamento nos mesmos clientes, vendas para novos clientes, e a consolidação dos resultados das aquisições realizadas no período. 

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 9,2%, fruto do aumento da abertura de novas lojas (em antecipação ao Natal), a retomada de projetos com o final da Copa do Mundo, a performance das novas verticais que foram acrescidas no portfólio e o início da consolidação dos resultados da Big Sistemas, adquirida em outubro.

Segundo dados divulgados pela Linx, a Big teve faturamento de R$ 13,4 milhões nos últimos 12 meses antes da aquisição. Pela aquisição, a Linx pagou R$ 28,5 milhões à vista, podendo pagar mais R$ 10,22 milhões em 2015 e 2016.

A aquisição da Big foi a segunda da Linx em 2014. Em maio a companhia levou a Rezende Sistemas, empresa de Uberlândia, Minas Gerais, com 4,5 mil clientes e faturamento de R$ 18 milhões em 2013. 

Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), serão investidos R$ 49,9 milhões na compra da Rezende, especializada em sistemas para postos de combustíveis, lojas de conveniência e food service.

A empresa terminou 2014 anunciando a aquisição da paranaense Softpharma, desenvolvedora de softwares de gestão e automação de farmácias. O negócio foi fechado em R$ 44 milhões à vista e, sujeito ao atingimento de determinadas metas financeiras e operacionais para os anos de 2015 e 2016, poderia chegar até R$ 21 milhões adicionais.

Em outubro de 2014, o BNDES aprovou a liberação de uma linha de crédito de R$ 102,8 milhões para a Linx. Os recursos foram liberados pelo Programa para Desenvolvimento da Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação.

A maior parcela, de R$ 98,6 milhões, será utilizada para financiar o plano de investimentos da empresa, contemplando ações em infraestrutura, treinamento e qualidade, pesquisa e desenvolvimento, marketing e vendas.

Outro crédito, de R$ 3,5 milhões, será usado na aquisição de equipamentos nacionais que se enquadrem nos critérios da Agência Especial de Financiamento Industrial - FINAME. 

A última parcela, de R$ 741 mil, será aplicada em investimentos sociais.