Aldo Rebelo. Foto: Divulgação/Federasul

A Copa já é uma realidade no Brasil e no Rio Grande do Sul. A afirmação é do ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Para ele, as obras previstas para a Copa do Mundo ficarão prontas a tempo do evento, e o Rio Grande do Sul terá um papel de protagonista no mundial, apesar dos obstáculos.

“O Brasil e o Rio Grande do Sul já enfrentaram situações mais difíceis do que os preparativos para uma Copa”, opinou, durante a reunião almoço Tá na Mesa, da Federasul.

NOVELA AG
Em Porto Alegre, onde os jogos da Copa se darão no estádio Beira-Rio, do Internacional, até alguns meses atrás o clima não era tão otimista.

Com as obras iniciadas no final de 2010 para a reforma, o Inter planejava bancar o projeto com recursos próprios, oriundos da venda de camarotes no estádio.

Em meio à obra, depois de destruída uma oitava parte do estádio, os dirigentes do colorado mudaram de planos e decidiram fazer a reforma em parceria com uma construtora.

Iniciou então um debate interno no clube sobre o contrato com a Andrade Gutierrez, que foi finalmente aprovada pelo Conselho de Administração do Inter em 15 de dezembro.
 
A assinatura do contrato, no entanto, saiu apenas em março de 2012.

A BENÇÃO
Apesar dos percalços, Aldo Rebelo considera a realização da Copa de 2014 “uma bênção para o Brasil” por ser uma oportunidade de desenvolvimento do país e de superar deficiências.

Segundo o ministro, o "setor de comunicações deverá ter grandes avanços".

Nessa terça-feira, 12, a Anatel leiloou os lotes para o uso da telefonia 4G no país. A meta é estar com a tecnologia 4G nas cidades-sede da Copa das Confederações até 30 de abril de 2013 e, nas sedes e subsedes da Copa do Mundo, até 31 de dezembro de 2013.

Agora, começa a batalha pela implementação. Cidades como Porto Alegre e São Paulo possuem legislações que impossibilitam a instalação de antenas suficientes para o avanço da tecnologia.

Ainda assim, o ministro enfatiza: “a Copa já é uma realidade no Brasil e no Rio Grande do Sul”.

INVESTIMENTOS EM PORTO ALEGRE
A capital gaúcha receberá 14 obras de infraestrutura para o evento, que somam R$ 1,469 bilhão em investimentos.

Desse total, R$ 719,4 milhões são de financiamento federal e R$ 579,2 milhões de recursos federais diretos. Os investimentos locais somam R$ 76 milhões, e a iniciativa privada responde por R$ 95 milhões.

Os invetimentos envolvem mobilidade urbana, estádios e obras em aeroportos.