Tim Probert.Foto: : George Patiño/Agência de notícias do Parque Tecnológico da UFRJ.

A Halliburton, prestadora norte-americana de serviços para a área de petróleo, gás e energia, abriu um centro de tecnologia no Rio de Janeiro.

O centro fica no Parque Tecnológico da UFRJ e tem três andares, somando 7.062 metros quadrados que abrigam laboratórios, área de testes, salas de colaboração, de conferências e de treinamento.

Conforme o presidente de Estratégia e Desenvolvimento Empresarial da Halliburton, Tim Probert, a inauguração aproxima a companhia de clientes locais e irá permitir o desenvolvimento mais rápido de novas tecnologias.

Presente em cerca de 80 países, a Halliburton opera há 60 anos no Brasil, onde emprega duas mil pessoas.

No primeiro trimestre deste ano, a empresa amargou prejuízo líquido de US$ 18 milhões, contra saldo positivo de US$ 627 milhões no mesmo período do ano anterior.

Conforme divulgado pela norte-americana na época do balanço, a queda se deveu, em grande parte, a gastos de US$ 624 milhões com a perda de um litígio em Macondo, no Golfo do México, onde houve um vazamento de petróleo em 2010.

Já a receita líquida no 1T13 ficou em US$ 6,97 bilhões, alta de 1,5% ano/ano.

A prestadora de serviços americana aumenta a lista de companhias a abrirem centros de inovação e desenvolvimento no Rio de Janeiro.

Em 2012, a Cisco anunciou investimento de R$ 1 bilhão no Brasil até 2015, do que a maior parte foi para a construção de um centro na capital carioca de onde a companhia projeta produzir soluções para os setores de óleo e gás, energia e smart grid.

Outra que investiu na cidade em 2012 foi a GE, que em maio anunciou a criação de uma unidade de pesquisa, com investimento de R$ 500 milhões, na Ilha do Fundão.

O centro é o primeiro da empresa na América Latina e deve ser finalizado no segundo semestre de 2013. Até lá, a GE continua atuando no Parque Tecnológico da UFRJ, onde está desde 1° de setembro de 2011.

A Microsoft também investiu em um centro de P&D e em uma aceleradora de negócios no Rio no fim do ano passado.

Com verba de R$ 200 milhões prevista para os próximos quatro anos, os empreendimentos ficam na zona portuária revitalizada da capital, o chamado Porto Maravilha.

Já em 2013 a SKF do Brasil anunciou a instalação de um centro de inovação tecnológica no Rio de Janeiro, focado em soluções no segmento de óleo e gás, no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão.