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SAP: só mulheres na América Latina

13/07/2021 08:44

As quatro regiões da multinacional alemã na região são lideradas por executivas.

Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe.

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A SAP atingiu uma situação rara para uma empresa de tecnologia, ao ter mulheres no comando das suas quatro unidades na América Latina, além do comando geral da região.

O fato se deu com a nomeação de Marcela Perilla como diretora geral da SAP Região Norte da América Latina, sediada na Colômbia. 

Perilla é uma executiva experiente, com oito anos de Dell e 11 de América Latina, sempre em cargos de diretoria e gerência em diferentes países da região.

O atual modelo da SAP na região é de 2013. O que a multinacional alemã chama de Norte da América Latina inclui América Central, Colômbia, Venezuela, Equador e Caribe.

A nova contratada se junta a um time que já tinha Ángela Gómez, nomeada há sete meses para liderar o México; Adriana Aroulho, há pouco mais de um ano à frente do Brasil, e Claudia Boeri, há dois anos e meio à frente da região Sul da América Latina, o que inclui Argentina, Chile, Perú, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

As quatro executivas estão sob o comando da brasileira Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe.

De acordo com a SAP, a América Latina é a primeira região no mundo dentro da empresa a ter uma liderança 100% feminina.

“Temos concentrado esforços em equilibrar nossa equipe de liderança, abrindo mais portas e oferecendo oportunidades para mulheres talentosas. Ter mulheres liderando nossas unidades nos enche de grande satisfação e é uma mensagem para o mercado de que há mulheres preparadas para ocupar tais cargos”, afirma Palmaka. 

É sem dúvida chamativo que a SAP tenha cinco executivas liderando na América Latina. O quanto isso é significativo em relação a outras regiões é um pouco mais complicado de avaliar, porque envolve as divisões geográficas da SAP.

A multinacional está presente em 130 países, e tem algumas divisões interessantes, como por exemplo a região EMEA Sul, que inclui 75 países no Sul da Europa, a África e o Oriente Médio.

De qualquer forma, executivas em posição de comando devem se tornar uma cena mais comum: a SAP tem a meta de ter a metade dos cargos ocupados por mulheres até 2030. 

Um caminho desses não acontece sem percalços e a SAP teve um bem chamativo.

No final de 2019, a gigante alemã nomeou dois co-CEOs para liderar a empresa, incluindo a Jennifer Morgan, a primeira mulher a comandar, ou co-comandar a SAP.

Na época, muito se falou do fato de Morgan ser a primeira mulher a liderar uma empresa do DAX, o grupo das maiores empresas alemãs com ações abertas na bolsa.

O problema é que seis meses depois, no meio das confusões iniciais causadas pelo coronavírus, a SAP demitiu Morgan, concentrando o poder no atual CEO, Christian Klein.

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