Zeinal Bava. Foto: divulgação.

A Oi registrou no terceiro trimestre de 2013 um lucro líquido de R$ 172 milhões, uma queda de 70,6% em relação aos R$ 586,9 milhões no mesmo período do ano passado. No entanto, segundo a operadora, o resultado do período corrige a trajetória de queda apresentada no ano, revertendo o prejuízo de R$ 124 milhões do trimestre anterior.

A receita totalizou R$ 7,1 bilhões, crescendo 0,4% em relação ao segundo trimestre e 0,8% em relação ao igual período do ano passado.

De acordo com a empresa, o avanço se deu, principalmente, pela expansão da base de TV paga (50% no ano) e banda larga (7,3%) no segmento residencial. A venda de recargas (9%) do pré-pago e de uso de dados no segmento de Mobilidade e de receitas com dados e TI no segmento Corporativo também contribuiram.

A dívida líquida da companhia caiu R$ 194 milhões, depois de oito meses em crescimento. Na comparação com o trimestre anterior, houve um aumento de 16% no caixa. 

Os custos totais da Oi registraram queda de 6% no terceiro trimestre, fechando em R$ 4,96 bilhões. O Ebitda totalizou R$ 2,139 bilhões no trimestre, com aumento de 19,0% em relação ao trimestre anterior.

A margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização do trimestre (Ebitda) voltou ao patamar de 30,1% no terceiro trimestre contra 25,4% no trimestre anterior. No trimestre, é a melhor margem entre as operadoras do mercado.

Os investimentos somaram R$ 1,54 bilhão, 2,3% acima do trimestre anterior. O CAPEX acumulado até setembro atingiu R$ 4,7 bilhões, indicando que a companhia fechará o ano dentro do valor esperado de R$ 6 bilhões.

Para analistas, apesar da grande diferença no lucro em relação ao ano anterior, é um bom resultado para a operadora, que mudou sua gestão em maio, com a entrada de Zeinal Bava, ex-Portugal Telecom, na presidência.

Além desta mudança de comando, em setembro a operadora anunciou sua fusão com a operadora européia, que desencadeou uma série de mudanças na gestão dos negócios. Para fontes de mercado, a reestruturação já deu resultados.

"Bava já mostrou seu modus operandi, com uma melhora operacional bastante forte, corte de custos, e eficiência nos investimentos”, disse a Ativa Corretora, em relatório.