A Fundação Everis selecionou uma pesquisa do grupo de IA na saúde da PUC-RS como o 3º melhor trabalho de Empreendedorismo e Inovação na Saúde. Foto: Divulgação.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) reuniu diferentes esforços na área de inteligência artificial (IA) para saúde para contar com um grupo de pesquisa focado na área.

O GIAS (Grupo de Inteligência Artificial na Saúde) é um grupo multidisciplinar que desenvolve trabalhos em áreas como: segurança do paciente; extração e recuperação de informações em textos clínicos; classificação de informações médicas; predição de eventos médicos em prontuários eletrônicos de hospital terciário e visualização e anaĺise de dados heterogêneos em prontuários eletrônicos.

“O grupo focado em saúde, criado oficialmente em 2018, faz parte do Núcleo de Inteligência Artificial da Escola Politécnica, coordenado pela professora Renata Vieira”, detalha Rafael Bordini, coordenador do GIAS.

A equipe do GIAS reúne os programas PPGCC (Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação) e PPGGB (Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica). 

Em outubro, uma pesquisa desenvolvida pelo grupo foi selecionado pelo Google com uma das 26 pesquisas mais importante para a computação pelo impacto social da iniciativa. 

O aluno Henrique Dias, do Doutorado em Ciência da Computação da PUC-RS, foi um dos vencedores da sexta edição do LARA (Latin America Research Awards, do Google). 

Orientado pela professora Renata Vieira, Dias é responsável por um projeto que busca desenvolver uma tecnologia com base em IA para auxiliar os profissionais de saúde que atuam em hospitais a detectarem eventos adversos em prontuários eletrônicos. 

Com dados iniciais do Hospital Nossa Senhora da Conceição, que incluem anotações clínicas, prescrições de medicamentos e resultados laboratoriais, o trabalho conta com 32,5 milhões de registros. 

A partir de técnicas de processamento de linguagem natural e de deep learning, a pesquisa busca melhorar a segurança do paciente e a eficiência dos cuidados com a saúde.

“O Hospital Conceição trabalha com um sistema de prontuário eletrônico de pacientes há dez anos, o que torna sua base de dados muito rica e ideal para um trabalho como este”, explica Dias

Em novembro, o Hospital Sírio-Libanês, juntamente com a Fundação Everis, selecionou a pesquisa como o 3º melhor trabalho de Empreendedorismo e Inovação na Saúde.

A partir de novos trabalhos que passam a integrar o grupo, novas instituições se tornam parceiras do GIAS, como UFCSPA, Hospital Ernesto Dornelles, Programa de Pós-Graduação de Gerontologia Biomédica da PUCRS, Secretaria de Saúde de Belo Horizonte e Hospital Sírio-Libanês.

O grupo conta com um projeto de validação de alocação de leitos, da aluna Débora Engelmann. A pesquisa trabalha em um sistema que pode ser usado como um raciocinador em um robô ou chatbot para auxiliar na alocação de pacientes em leitos hospitalares disponíveis. O sistema usa técnicas de inteligência artificial e interação com usuários em linguagem natural.

Já Juliana Damasio trabalha na pesquisa de arquitetura multiagente para controle de um robô assistivo de companhia para pessoas com deficiência visual. O objetivo é fornecer às pessoas com deficiência visual um companheiro que ajude na percepção de riscos nos cômodos da casa, prevenindo acidentes domésticos.

Vagner Gabriel é responsável pelo projeto Raciocínio sobre Evoluções Médicas. O raciocínio clínico é o processo pelo qual informações são utilizada para tomar decisões sobre diagnóstico, tratamento e gerenciamento. A compreensão do raciocínio clínico aumentou recentemente, com base no trabalho em ciência cognitiva em torno de como as pessoas tomam decisões e processam a incerteza.