Dados são a chave para entender o mercado de ações. Foto: Pexels.

A B3, a bolsa brasileira, criou um serviços de dados, com oferta de informações exclusivas aos clientes, por meio de um projeto realizado com consultoria do Gartner. 

De acordo com o Gartner, é o primeiro projeto no Brasil com base no modelo de CDO 4.0, um conceito criado pela consultoria para definir o trabalho de um chief data officer que tem como característica a monetização dos dados em uma abordagem product-centric.

O conceito foi divulgado pelo Gartner em julho de 2019. Para quem gosta dos termos do Gartner: o CDO 1.0 era focado em gerenciamento de dados. O CDO 2.0 começa a adotar análise de dados e o CDO 3.0 lidera e participa de iniciativas de transição digital.

“Era preciso avançar em nossa jornada, ampliando os serviços e a possibilidade de geração de negócios”, afirma Ricardo Raposo, diretor de Dados da B3.

O projeto contribuiu para impulsionar a geração de receita a partir dos dados.  O faturamento da B3 cresceu mais de 50% no terceiro trimestre de 2020 quando comparado com o mesmo período de 2019.

“Acreditamos que nos próximos anos, a maioria das grandes organizações globais precisarão adotar este modelo, e a B3 sai à frente do mercado na jornada de preparação para o futuro”, diz Mario Faria, vice-presidente e diretor de programa do Gartner.

Faria assumiu a área do Gartner responsável pelo tema CDO em 2016.

O profissional está nos Estados Unidos desde 2013, quando assumiu a posição de CDO na ServiceSource, uma companhia com capital aberto na Nasdaq especializada em análise de dados financeiros de clientes.

No Brasil, Faria foi CDO da Boa Vista Serviços, liderando  um time de 120 pessoas focadas de assunto na empresa de análise de crédito. O executivo foi gerente para a região Sul da Microsoft entre 1999 e 2001 e um dos sócios da integradora de sistemas Compasso.