A Buser promove viagens de mais de 15 mil pessoas por dia e promete até 60% de economia. Foto: divulgação.

A Buser, startup mineira especializada em viagens de ônibus, anunciou um investimento de cerca de R$ 100 milhões no estado de Minas Gerais neste ano.

Segundo a empresa, a medida vem em contrapartida a um decreto publicado na última quarta-feira, 13, no qual o governo do estado libera a circulação de ônibus fretados via aplicativos colaborativos. 

A decisão acaba com a obrigatoriedade da realização do chamado circuito fechado para as viagens fretadas, assim como a necessidade de que as listas de passageiros sejam divulgadas para os órgãos de fiscalização com muita antecedência.

“O que estamos presenciando é a adequação de Minas Gerais à nova economia e ao respeito ao direito de ir e vir dos consumidores. Se mais gente apostasse no desenvolvimento dos pequenos, certamente teríamos números de desemprego muito menores no país”, explica Marcelo Vasconcellos, cofundador da Buser.

Dos cerca de R$ 100 milhões investidos, R$ 15 milhões irão para infraestrutura de pontos de embarque e desembarque e R$ 25 milhões, para financiamentos de veículos e capital de giro para os fretadores parceiros.

Outros R$ 20 milhões serão investidos em itens tecnológicos de segurança, obrigatórios para a frota de parceiros Buser, e R$ 20 milhões irão para ações de divulgação e educação dos consumidores quanto à nova alternativa de transporte.

Os últimos R$ 20 milhões irão para descontos e gratuidades para usuários testarem e se adaptarem às tecnologias oferecidas pela Buser.

“Essa é uma maneira de retribuirmos Minas Gerais, fomentando a economia e contribuindo com a geração de emprego e renda, tão necessárias ao nosso estado”, afirma Marcelo Abritta, cofundador da Buser.

Segundo a revista Veja, a Buser vem travando batalhas pelo país para conseguir continuar operando de forma legal. Muitas agências de transportes, estaduais e federal, têm gerado resistências e imposto dificuldades ao aplicativo. Investimentos como esses seriam a fórmula para conquistar os governadores.

Na última sexta-feira, 8, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por exemplo, proibiu o uso do aplicativo e a venda de passagens por meio de três agências de turismo para viagens interestaduais regulares realizadas através do Buser.

De acordo com o site Suno Research, a maioria dos desembargadores do TJRJ entendem que o transporte regular interestadual de passageiros seja um serviço de interesse público realizado mediante concessão pela União.

Para isso, os interessados em exercer tal atividade precisariam obter uma autorização pública.

Fundada em 2017, a Buser é uma plataforma que conecta pessoas interessadas na mesma viagem. Juntas, elas podem fretar um ônibus com empresas de transporte executivo especializadas. A startup promove viagens de mais de 15 mil pessoas por dia e promete até 60% de economia.