Todos os olhos estão na vacina do coronavírus.

Empresas privadas não poderão comprar vacinas contra o coronavírus para imunizar os seus funcionários. 

A posição, uma reversão do que o governo federal vinha falando até a semana, foi exposta em uma reunião virtual com representantes da Fiesp nesta quarta-feira, 14. 

Segundo averiguou o jornal O Estado de São Paulo, a posição veio de representantes dos Ministérios da Saúde, das Comunicações e da Casa Civil.

A vacinação ficará a cargo do governo, que garantiu ter imunizantes para toda a população.

O questionamento partiu de empresários, alguns dos quais já se movimentavam para importar doses, depois que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, terem dito em uma das lives de Bolsonaro que a compra seria permitida.

“A gente não vai criar problema no tocante a isso aí. Se uma empresa quiser comprar lá fora a vacina e vender aqui, quem tiver recurso vai tomar vacina lá”, disse o presidente.

Além de afastar a possibilidade de o setor privado fazer uma vacinação paralela, o governo também afirmou que já tem cerca de 500 milhões de doses contratadas. 

Do lado do governo, participaram o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto; o ministro das Comunicações, Fábio Faria; e o secretário-geral do Ministério da Saúde, Élcio Franco. 

Hoje, “no tocante a isso aí”, o ministro da Saúde revelou em reunião com prefeitos que a vacinação deve começar na quarta que vem em todo o Brasil.