O marketing pessoal é o caminho para gerar oportunidades no LinkedIn. Foto: Pixabay.

Por Juliana Franzon*
Criado originalmente para ser um banco de currículos online, já faz algum tempo que o LinkedIn passou a apostar na produção e compartilhamento de conteúdo pelos usuários para manter o seu valor de mercado. E, diante desse novo cenário, o brasileiro ainda não se acostumou a usar a rede social em toda a sua potencialidade, afirma o especialista Cristiano Santos.

Em palestra apresentada no RD on The Road, evento realizado na última semana em Porto Alegre, o consultor de mídias sociais destacou que o marketing pessoal é o caminho para gerar oportunidades no LinkedIn. 

Além de conhecer todas as funcionalidades da rede social, como a possibilidade de participar de grupos sobre assuntos específicos, é importante se fazer presente, ensina Santos. 

Mudar a foto de perfil a cada dois ou três meses, comentar publicações, parabenizar os contatos pelas conquistas e, principalmente, compartilhar conteúdo relevante são algumas das estratégias recomendadas.

Citando uma pesquisa realizada pelo próprio LinkedIn, que aponta que 3 em cada 5 usuários gostaria de interagir com uma empresa na rede, o palestrante recomenda que os perfis corporativos também usem a plataforma para produzir conteúdo ao invés de focar apenas na venda de produtos e serviços. 

Já para o time de vendas B2B, utilizar as ferramentas pagas do site, como o Sales Navigator, pode ser um bom investimento.

Criado em 2002, o LinkedIn conta atualmente com cerca de 546 milhões de usuários e mais de 20 milhões de empresas cadastradas. Só no Brasil, o número de usuários chega a 32 milhões, o que coloca o país em quarto lugar no ranking mundial de utilizadores da rede.

Além do LinkedIn, o RD on the Road também abordou a produção de conteúdo em canais proprietários, como sites corporativos, blogs e aplicativos, em uma palestra apresentada por Liliane Ferrari, consultora de mídias sociais.

“As redes sociais sempre vão colocar uma barreira entre a marca e a pessoa, ao contrário dos canais proprietários”, argumenta.

Entre as razões para as marcas investirem em canais que não as redes sociais, foram citadas as possibilidades de melhorar o posicionamento nos mecanismos de busca, construir um hub de informações e até mesmo transformar o conteúdo em um outro produto, a exemplo do que ocorreu com o Guia Michelin - publicação concebida pela tradicional marca de pneus e que trazia dicas para estimular os motoristas a viajar com mais frequência.

Liliane frisou que é preciso que as marcas busquem explorar temas que realmente tenham a ver com o público consumidor e que contem com uma equipe especializada em produzir aquele determinado conteúdo, de forma a passar a informação que as pessoas buscam. “Quando você segue a ideia ‘eu falo tudo o que ela (audiência) gosta de escutar, deve ser por isso que ela vem me procurar’, não tem erro”, finaliza a especialista, parafraseando a música da banda Charlie Brown Jr.

*Juliana Franzon é jornalista e criadora da Pirata Conteúdo, empresa que atua no gerenciamento de redes sociais e produção de conteúdo para marcas.