Luis Minoru Shibata. Foto: Baguete

Para a PromonLogicalis, os bancos estão começando a reconhecer a importância da nuvem para suas operações. No entanto, nem todos os dados estão prontos para isso.

Em discussão no Ciab Febraban 2013, em São Paulo, o uso da cloud computing no setor financeiro ainda depende de vencer a barreira das instituições em quesitos como a segurança de dados tanto da empresa, quanto – principalmente - de clientes.

“São dados mais sensíveis, de alto valor para as instituições, e que ainda esbarram em questões de regulação”, explica Luis Minoru Shibata, diretor de consultoria da companhia.

Do portfólio de soluções oferecido pela empresa, produtos de segurança como sistemas de prevenção de ataques e camadas de segurança (tokens) – fornecidos por parceiros como NetScout, McAfee, Cisco e RSA - são os mais procurados pelos executivos bancários.

“Nosso principal setor de atuação é o de telecomunicações, com 60%. Mas dos 35% em que atendemos a corporações, nossa maior receita vem de bancos e seguradoras”, afirma Shibata, completando que o setor público responde pelos 5% restantes da receita nacional da empresa, que globalmente fatura cerca de US$ 500 milhões ao ano.

Embora muitos dados ainda estão distantes de irem para a nuvem, Shibata reforça que muitos bancos consideram a transferência de seus procedimentos de gestão interna – RH, por exemplo - para estes ambientes.

Para ele, é um movimento próximo do que empresas de manufatura ou varejo estão fazendo atualmente, visando ganhos em custos e velocidade. No caso dos bancos, esta economia pode ser reposicionada em áreas mais críticas.

“É uma questão de tempo, mas com ajustes na lei e soluções mais robustas de segurança, muitos destes dados podem ir para a nuvem pública”, avalia.

Leandro Souza cobre o Ciab Febraban em São Paulo a convite da SAP.