Balanços da empresa estavam inflados artificialmente. Foto: flickr.com/photos/kessop

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Executivos da subsidiária brasileira da holandesa D.E. Master Blenders 1753 (a antiga Sara Lee), dona do café Pilão, estão sendo acusados de cometer uma fraude contábil estimada em mais de R$ 200 milhões.

Segundo uma matéria da Exame, auditorias da PricewaterhouseCoopers, Ernst & Young e a empresa de investigação americana Kroll apontaram que a operação brasileira registrava pedidos de varejistas por conta própria, antes deles serem efetivamente pagos.

Outra estratégia seria não lançar como despesa as chamadas verbas promocionais, o dinheiro destinado aos varejistas para garantir divulgação e posição privilegiada na gôndola, uma prática comum no mercado.

O objetivo da fraude era garantir o cumprimento das metas e os bônus dos executivos. De acordo com a Exame, a suposta fraude custou o emprego do presidente brasileiro, Dantes Hurtado, do diretor  financeiro e do segundo executivo de finanças.

A operação brasileira de café é a maior da empresa no mundo, com faturamento de US$ 1,5 bilhão de reais, ou 21% da receita global.